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Verstappen enfrenta pior primeira metade de temporada com a Red Bull em quase uma década
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Imagem Reprodução Divulgação Internet - Verstappen enfrenta pior primeira metade de temporada com a Red Bull em quase uma década
Sem vitórias e apenas sexto no Mundial de Pilotos, tetracampeão sofre com problemas do RB22 e vê aumentar as dúvidas sobre seu futuro na equipe
A temporada de 2026 está longe do cenário ao qual Max Verstappen se acostumou nos últimos anos. Depois de temporadas brigando diretamente por vitórias e títulos, o holandês chegou à pausa de verão ocupando somente a sexta posição no Mundial de Pilotos, seu pior desempenho nesta altura do campeonato desde 2017.
O tetracampeão soma 109 pontos e quatro pódios, mas ainda não conseguiu vencer uma corrida neste ano. A última vez que Verstappen terminou um GP na primeira colocação foi em Abu Dhabi, no encerramento da temporada de 2025. A sequência já chega a 11 Grandes Prêmios sem vitória. Caso também não consiga subir ao lugar mais alto do pódio no GP da Holanda, em 23 de agosto, alcançará 12 provas consecutivas sem triunfos, tornando-se o segundo maior jejum de sua trajetória na Fórmula 1.
O período mais longo aconteceu no início de sua carreira. Depois da primeira vitória, conquistada no GP da Espanha de 2016, foram necessárias outras 30 corridas para que Verstappen voltasse a vencer, na Malásia, em 2017. Grande parte da mudança de cenário está relacionada à adaptação da Red Bull às regras técnicas introduzidas em 2026. A equipe iniciou uma nova fase também nas unidades de potência, desenvolvidas em parceria com a Ford.
As primeiras impressões durante os trabalhos de pré-temporada chegaram a ser positivas, mas problemas mecânicos e de confiabilidade começaram a aparecer antes mesmo da abertura do campeonato.
Nas primeiras etapas, o RB22 apresentou dificuldades para entregar desempenho constante. Verstappen enfrentou problemas já na Austrália e abandonou a corrida seguinte, na China, após uma falha mecânica. O primeiro pódio do holandês veio somente cinco etapas depois, com a terceira posição no Canadá. A recuperação, entretanto, não eliminou os problemas que acompanharam a equipe durante o restante da primeira metade do campeonato.
Entre as dificuldades identificadas pela Red Bull está o desgaste elevado dos pneus. Verstappen chegou a demonstrar forte insatisfação com o comportamento do carro em diferentes etapas, especialmente quando os compostos perdiam rendimento rapidamente. Outro desafio veio da nova configuração das unidades de potência da Fórmula 1. Com maior participação do sistema elétrico, as equipes passaram a depender ainda mais de uma gestão eficiente da energia disponível.
Os problemas também reacenderam as especulações sobre a permanência de Verstappen na equipe. O holandês possui contrato com a Red Bull até 2028, mas possíveis cláusulas relacionadas ao desempenho esportivo são apontadas como um caminho para uma eventual saída antecipada. Ao longo da temporada, o próprio piloto demonstrou publicamente frustração com o atual momento e levantou questionamentos sobre quanto tempo pretende permanecer na Fórmula 1 caso deixe de aproveitar as competições.
Apesar das especulações, pessoas próximas ao tetracampeão indicam que a intenção é continuar construindo sua trajetória com a Red Bull, desde que a equipe consiga recuperar condições de disputar vitórias. Enquanto o futuro permanece cercado de dúvidas, a missão mais imediata é outra: fazer o RB22 evoluir e colocar fim ao maior período sem vitórias de Verstappen desde que se tornou protagonista da Fórmula 1.
Por Redação RSC

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