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Antes de morrer, Stephen Hawking deixou uma teoria que pode reescrever a origem do universo

  • Foto Divulgação Internet - Antes de morrer, Stephen Hawking deixou uma teoria que pode reescrever a origem do universo

Estudo concluído pouco antes da morte do físico britânico foi publicado em revista científica e apresenta uma nova visão sobre a origem e a estrutura do cosmos

A última pesquisa desenvolvida por Stephen Hawking, um dos cientistas mais influentes da física moderna, voltou a chamar a atenção da comunidade científica por apresentar uma nova interpretação sobre a origem do universo. O estudo, publicado na revista científica Journal of High Energy Physics, foi concluído pouco antes da morte do físico, em março de 2018, e assinado em parceria com o pesquisador Thomas Hertog, da Universidade KU Leuven, na Bélgica.

A proposta desafia uma das hipóteses mais discutidas da cosmologia nas últimas décadas: a existência de um multiverso infinito formado por incontáveis universos independentes. Segundo Hawking e Hertog, o cosmos pode ser muito mais simples, uniforme e limitado do que indicam os modelos tradicionais.

A teoria revisita o período imediatamente posterior ao Big Bang, quando o universo teria passado por uma expansão extremamente rápida, conhecida como inflação cósmica. Os modelos convencionais sugerem que esse processo nunca terminou completamente, dando origem a diferentes "universos-bolha", formando o chamado multiverso.

No entanto, Hawking defendia que essa hipótese apresentava um problema fundamental: a impossibilidade de ser testada por meio de observações ou experimentos científicos. Para ele, uma teoria precisa produzir previsões verificáveis para ser considerada cientificamente consistente.

Na nova pesquisa, os autores propõem que os efeitos da física quântica tiveram um papel muito mais importante durante os primeiros instantes da existência do universo do que se imaginava. Essa abordagem reduz a complexidade prevista pelos modelos anteriores e aponta para um universo com uma estrutura mais organizada e finita.

Segundo Thomas Hertog, a maior diferença entre a nova teoria e os modelos tradicionais está na forma como a gravidade e a mecânica quântica são tratadas. Enquanto as teorias anteriores utilizavam principalmente a Relatividade Geral de Albert Einstein para explicar a expansão do universo, Hawking defendia que, nas primeiras frações de segundo após o Big Bang, os efeitos quânticos não poderiam ser considerados apenas pequenas correções, mas elementos centrais para compreender a formação do cosmos.

Embora a proposta ainda dependa de novas pesquisas e análises, especialistas consideram o trabalho um dos principais legados científicos deixados por Stephen Hawking. A teoria reforça o esforço da física moderna em aproximar a mecânica quântica da gravidade, um dos maiores desafios da ciência contemporânea, e pode influenciar futuras investigações sobre a origem e a evolução do universo.

Por Redação RSC


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