Inflação dos alimentos: o que fazer para driblar os preços no mercado?

Dos 50 itens que mais encareceram no último ano, 34 são alimentos.

No Brasil, manter o padrão da alimentação está difícil. O preço nas gôndolas dos supermercados não para de subir, e a qualidade ou quantidade do que vai para o prato fica comprometida.

Os números mais recentes da economia são desanimadores. Dos 50 itens que mais encareceram no último ano, 34 são do gênero alimentício, como frutas e legumes. A cenoura, por exemplo, disparou 116%. Esse vegetal, porém, não está sozinho. A abobrinha, o pepino, o melão, o café, o morango, o tomate, o mamão, a batata inglesa, o pimentão e a cebola também subiram expressivamente no último ano. Os dados são do Índice de Preços no Consumidor (IPCA), usado para medir a inflação.

O mundo vive uma alta inflação, isso por causa da alta das commodities e da guerra na Ucrânia. Quem tem uma renda menor será mais impactado. Essas pessoas ficam com uma grande parte da renda destinada para o consumo de alimentos.

A melhor estratégia para administrar as contas é criar uma planilha e colocar tudo na ponta do lápis. Entender para onde vai o dinheiro e ter planejamento financeiro pessoal. Fazendo isso, muita gente consegue ter um pouco mais de fôlego neste momento da economia brasileira.

Organize os gastos

  • Planeje as compras
  • Substitua alimentos por semelhantes mais baratos
  • Corte o supérfluo

Quando o orçamento é muito apertado e o dinheiro não rende, o jeito é selecionar produtos similares mais em conta, e apostar em frutas e legumes da estação. Substitua itens daquilo que não é essencial: o óleo de girassol pelo de soja; o feijão pela lentilha.

Mas o que levou os preços a dispararem

Os preços subiram muito, nos últimos meses, por causa da alta do dólar. Isso eleva a demanda para as commodities brasileiras. O produtor acaba destinando para o mercado internacional. Há três meses, o dólar começou a cair e a reduzir a pressão. Se não houver uma escalada na guerra na Ucrânia, pode-se ter uma redução dos preços dos alimentos no mundo.

O mundo passa por uma crise da falta de alimentos. Vários países começaram a reduzir a exportação para manter o fornecimento interno, como a Índia, a Romênia, a Hungria e a Turquia.

Arrocho

A inflação fechou o mês de maio com alta de 0,47%. O resultado representa uma desaceleração em relação a abril, quando a taxa apurada foi de 1,06%. Ainda acumula, contudo, alta de 4,78% no ano e de 11,73% nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados na quinta-feira (9/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O governo federal apostou na redução de alíquotas de importação para tentar diminuir os preços internos. A medida, no entanto, não surtiu o efeito desejado, devido a pressões externas.

O Ministério da Economia já realizou dois cortes em alíquotas de importação de alimentos. Em novembro de 2021, houve uma diminuição de 20% das taxas em mais de 6 mil itens até dezembro de 2023.

No último mês, medida semelhante foi adotada, com a redução de 10% das alíquotas de importação do arroz, feijão e carne bovina.

Os efeitos, entretanto, ainda não são observados nas prateleiras dos supermercados.

A carestia tem feito o governo, inclusive, adotar movimentos heterodoxos para tentar conter os preços. O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu nesta quinta-feira (9/6) a empresários do setor de supermercados o congelamento de preços até 2023.

Pouco antes, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tinha apelado aos integrantes do mesmo grupo para que reduzam a margem de lucro ao “mínimo possível” em produtos da cesta básica. As declarações foram feitas durante a segunda edição do Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento, promovido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Fonte: Metrópoles