Pior jogo do Santos no ano escancara problemas defensivos

Léo Baptistão durante jogo entre Corinthians e Santos — Foto: Ivan Storti/Santos FC
GE - Santos, SP

Peixe faz partida desastrosa, é dominado pelo rival Corinthians o e fica em situação complicada na Copa do Brasil após sofrer goleada de 4 a 0 na Neo Química Arena

Santos praticamente não existiu em campo na derrota para o Corinthians por 4 a 0, na última quarta-feira, na Neo Química Arena, pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Apático, o time de Fabián Bustos assistiu ao rival dominar o jogo e vencer com facilidade.

Foi, de longe, a pior partida do Peixe na temporada. Superou o empate sem gols contra o Fluminense, na estreia do Campeonato Brasileiro, onde o time não atacou, mas pelo menos não sofreu na defesa.

A equipe de Bustos enfrentou uma equipe organizada, com uma proposta bem definida, que usou e abusou dos pontos frágeis da defesa santista. As laterais acabaram pagando a conta de todo um sistema que não funcionou.

Com Lucas Braga improvisado e Lucas Pires, o Corinthians aproveitou os espaços para, com toques rápidos, envolver o Santos. Pelas pontas, sobrou espaço e faltou marcação. O Peixe não encurtou espaços e deu o campo para o rival ir até a linha de fundo e cruzar.

Antes dos 20 minutos, o Santos já poderia estar perdendo, mas Fagner pegou mal na bola. Porém, em oito minutos, o Peixe sofreu dois gols, em jogadas parecidas.

Na primeira, Lucas Piton aproveitou que Léo Baptistão estava caído (em um lance que o Bustos reclama de falta) e disparou. Sandry também não acompanhou a jogada. Lucas Braga deu espaço para Willian, que tocou para o lateral do Alvinegro.

Kaiky teve que sair da área para tentar chegar na marcação. Não conseguiu e abriu um espaço. O cruzamento foi no pé de Mantuan. Lucas Pires, que deveria acompanhar o atacante, estava de costas, sem ver a aproximação do rival.

Na outra, Lucas Pires marcava Willian enquanto Vinícius Zanocelo, atrás do lateral, ensaiava uma cobertura, que não veio. Fagner partiu em disparada, passou, recebeu a bola e, sem marcação, fez o cruzamento.

Rodrigo Fernández, que deveria marcar Du Queiroz, marcou a bola, acompanhou Fagner, de longe, e deixou o volante do Corinthians sozinho para finalizar. O rival também contou com a sorte de Giuliano, que desviou o chute e enganou João Paulo.

No terceiro gol, Kaiky deixa Raul Gustavo sozinho para atacar a bola no escanteio e escorrega. O zagueiro do Corinthians sobe livre, entre Léo Baptistão e Eduardo Bauermann, para cabecear: 3 a 0.

Fabián Bustos durante jogo entre Corinthians e Santos — Foto: Ivan Storti/Santos FC

Fabián Bustos durante jogo entre Corinthians e Santos — Foto: Ivan Storti/Santos FC

Não é à toa que Fabián Bustos disse depois, na entrevista coletiva, que tiraria quase todo o time de campo se pudesse no intervalo, com exceção de Marcos Leonardo e João Paulo. Nada funcionou nos primeiros 45 minutos.

Santos ficou travado na marcação corintiana. Faltou movimentação. Muitas vezes os atacantes ficavam na sombra da marcação e a bola ia de pé em pé, de Lucas Braga a Lucas Pires, passando por Zanocelo, Sandry e Fernández, mas sem criar uma chance.

Dos outros 45 minutos, existe pouco para analisar. Bustos demorou para mexer. E quando mexeu, pouco efeito surtiu. A ideia de utilizar Lucas Pires como ponta na vaga de Jhojan Julio nem deu tempo de dar algum resultado.

A expulsão de Vinícius Zanocelo prejudicou qualquer ideia do argentino para mudar o cenário. No desespero, Ângelo e Bruno Oliveira entraram para tentarem algo. Pires acabou sacrificado, e Sandry, em má atuação, seguiu em campo.

Ângelo durante jogo entre Corinthians e Santos — Foto: Ivan Storti/Santos FC

Ângelo durante jogo entre Corinthians e Santos — Foto: Ivan Storti/Santos FC

Para completar a noite desastrosa, o Corinthians, que controlava o jogo e levava a partida em "banho-maria", ampliou o placar. Novamente com Giuliano. Já o Santos teve uma única oportunidade, com Marcos Leonardo, mas o atacante parou em Cássio.

Fabián Bustos está envergonhado. Eduardo Bauermann, também. E se não houver uma mudança de postura radical, entre a última quarta-feira e sábado, data do clássico com o Corinthians pelo Brasileirão, de novo na Neo Química Arena, o Santos passará por um novo vexame.

Em um clássico, jogar de maneira apática como foi, é o caminho mais fácil para isso.

Agora, para avançar na Copa do Brasil, a missão é super complicada: vencer o Corinthians por cinco gols de diferença na Vila Belmiro, dia 13. Ou então por quatro gols para levar a decisão aos pênaltis.