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Autor de ataque a creche em Blumenau tentou incriminar PM como mandante, diz delegado
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- Foto: Tiago Ghizoni/NSC
O crime aconteceu em 5 de abril, quando quatro crianças morreram e cinco foram feridas. Ele segue preso
O autor do ataque a creche em Blumenau, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, tentou incriminar um policial militar como mandante pela morte de quatro crianças, segundo o delegado Ronnie Esteves. A hipótese foi descartada pela investigação. "O autor [do ataque] fez academia onde o policial militar treina e esse policial nunca teve contato com ele. Ele tinha uma admiração e o interpretava como rival ao mesmo tempo", diz.
Em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (17), a Polícia Civil voltou a descartar que houve incentivo ou participação de outras pessoas, disse que o criminoso tinha preferências satânicas nas redes sociais (leia mais abaixo) e deu detalhes da investigação. O criminoso segue preso e foi indiciado por quatro homicídios e cinco tentativas de homicídio quadruplamente qualificados por motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa e contra vítimas menores de 14 anos.
De acordo com Esteves, o assassino era usuário de drogas e "já estava vendo coisas". O delegado disse, também, que o autor chegou a falar sobre a machadinha, o padrasto, uma suposta perseguição e que faria algo grande a um amigo duas semanas antes do ataque. O delegado-geral da Polícia Civil informou que, com base na perícia feita no celular do criminoso, foi possível descartar qualquer ação coordenada, como um desafio, e com a participação de outros envolvidos.
Ainda, segundo o delegado, no celular foi possível encontrar o interesse dele por informações satânicas. "Participava de grupos no Facebook, de pesquisa satânica, que chamou atenção, mas ele não deu indicativos de que passava de alguma seita", relatou.
Fonte: G1 SC

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