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Mulher com medida protetiva é morta após acionar botão do pânico em SC
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Foto Divulgação Reprodução - Mulher com medida protetiva é morta após acionar botão do pânico em SC
Vítima tinha medida protetiva contra o ex-companheiro e pediu socorro pelo aplicativo da Polícia Militar antes de ser encontrada morta em um riacho, em Ipira
Uma mulher de 38 anos foi encontrada morta na manhã de terça-feira (20), em Ipira, no Oeste de Santa Catarina, menos de uma hora após acionar o botão do pânico para pedir ajuda. O caso é investigado como feminicídio, e o ex-companheiro da vítima foi preso em flagrante.
Identificada como Daiana Gisele Müller, a mulher possuía uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro, também de 38 anos. Ela havia procurado a polícia no início de outubro para denunciar ameaças, e a Justiça concedeu as medidas de proteção no dia seguinte ao registro da ocorrência.
Na manhã do crime, Daiana acionou o dispositivo de emergência pelo aplicativo PMSC Cidadão, utilizado por mulheres acompanhadas pelo programa Rede Catarina de Proteção à Mulher.
Após o chamado, uma equipe da Polícia Militar foi enviada com prioridade à residência da vítima, na comunidade de Linha Capelinha. Ao chegar, os policiais encontraram o imóvel arrombado e iniciaram buscas pela mulher, além de tentarem contato com familiares.
O corpo foi localizado submerso em um riacho nas proximidades. O Corpo de Bombeiros confirmou a morte.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, o suspeito se apresentou à Polícia Militar em Presidente Castello Branco, município vizinho, e foi preso em flagrante. De acordo com o delegado responsável pela investigação, ele confessou o crime.
A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte, incluindo o local onde ocorreu a agressão e a dinâmica dos fatos. A causa do óbito e o horário exato ainda dependem dos exames periciais.
Daiana deixa dois filhos.
O caso chama atenção para os riscos enfrentados por mulheres mesmo após a concessão de medidas protetivas. O botão do pânico permite solicitar atendimento policial em situações de emergência, mas a ocorrência reforça a importância de respostas rápidas e de uma rede de proteção efetiva.
Mulheres em situação de violência ou que precisem de orientação podem ligar para o 180, a Central de Atendimento à Mulher. Em emergências, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.
Por Redação RSC

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