Novo filme de Street Fighter decepciona com lutas pouco empolgantes e roteiro confuso
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Imagem Reprodução Divulgação Internet - Novo filme de Street Fighter decepciona com lutas pouco empolgantes e roteiro confuso
Adaptação do clássico jogo da Capcom reúne personagens conhecidos, aposta na nostalgia dos anos 1990, mas divide opiniões pela mistura de humor e drama
A nova adaptação cinematográfica de Street Fighter, uma das franquias mais populares dos videogames, chegou às telas em 2026 com a proposta de conquistar os fãs dos jogos da Capcom. Apesar do elenco conhecido e de uma estética inspirada nos anos 1990, o longa recebeu críticas pela construção da história e, principalmente, pelas sequências de combate.
Dirigido por Kitao Sakurai, o filme acompanha Ryu, interpretado por Andrew Koji, e Ken, vivido por Noah Centineo. Os dois antigos companheiros de treinamento seguem caminhos diferentes após uma tragédia envolvendo seu mestre, mas acabam se reencontrando durante um torneio organizado pelo vilão M. Bison, interpretado por David Dastmalchian.
A produção reúne diversos personagens conhecidos dos jogos, incluindo Chun-Li, Guile, Blanka, Zangief, Cammy, Dhalsim e Akuma. Entretanto, a quantidade de figuras apresentadas acaba reduzindo o espaço para o desenvolvimento de parte delas.
Um dos principais atrativos do longa é a tentativa de recriar a atmosfera dos anos 1990, período em que a franquia ganhou popularidade mundial.
A produção utiliza referências aos antigos videoclipes, músicas de rock e elementos visuais que remetem aos videogames clássicos. Os figurinos também procuram preservar características marcantes dos personagens.
Entre os destaques apontados pela crítica estão Callina Liang, intérprete de Chun-Li, e Cody Rhodes, que assume o papel de Guile. Ambos conseguem aproveitar suas participações, mesmo com as limitações do roteiro.
Apesar de ser baseado em um jogo de combate, o filme não conseguiu convencer em um dos aspectos mais esperados pelo público: as batalhas. A montagem acelerada, os confrontos curtos e algumas disputas que acontecem fora de cena prejudicam o impacto das sequências de ação, segundo a avaliação publicada.
Outro ponto questionado é a mudança constante de tom. Enquanto algumas cenas apostam em situações exageradas e humor, outras procuram desenvolver conflitos dramáticos, especialmente envolvendo Ryu.
A combinação acaba dificultando a construção de uma identidade consistente para a história. Mesmo apresentando referências aos jogos e momentos de animação em 2D, Street Fighter é avaliado como mais uma adaptação que não conseguiu aproveitar todo o potencial da franquia.
Para os fãs, o longa oferece a oportunidade de rever personagens conhecidos nas telonas, mas a recepção crítica indica que a busca por uma adaptação cinematográfica capaz de fazer justiça ao clássico dos videogames continua.
Por Redação RSC

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