De Santa Catarina para o pódio da Fórmula 1: troféu do GP de São Paulo homenageia Ayrton Senna e motores históricos
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Imagem Reprodução Divulgação Internet - De Santa Catarina para o pódio da Fórmula 1: troféu do GP de São Paulo homenageia Ayrton Senna e motores históricos
Criada por empresa de Joinville, peça feita em titânio com impressão 3D reúne referências ao icônico S do Senna, à bandeira quadriculada e ao mapa do Brasil
O vencedor do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, marcado para 8 de novembro, terá um motivo especial para celebrar no pódio de Interlagos. O troféu que será erguido pelo campeão da etapa brasileira foi desenvolvido e produzido em Joinville, Santa Catarina, combinando tecnologia de ponta com homenagens à história do automobilismo.
A responsável pela criação é a empresa catarinense Btomec, especializada em engenharia avançada e fabricação de componentes metálicos de alta precisão. A peça foi produzida em titânio por meio de impressão 3D, utilizando uma técnica que permite construir estruturas complexas com elevado nível de detalhamento.
O projeto começou a ganhar forma em 2025, quando a empresa recebeu o convite para desenvolver o troféu. Segundo o designer Fabio Castellotti, a experiência da Btomec na fabricação de peças para superesportivos europeus foi um dos fatores que contribuíram para a escolha.
O conceito do troféu nasceu de uma referência que desperta nostalgia entre os fãs da Fórmula 1: o coletor de escapamento dos antigos motores V10, conhecidos pelo som marcante que acompanhou diferentes gerações da categoria.
“Para muitos apaixonados pelo automobilismo, inclusive eu, aquele som é praticamente a identidade musical da Fórmula 1. É algo que atravessa gerações e continua sendo associado ao esporte até hoje”, explicou Castellotti.
Além da inspiração mecânica, o design incorpora elementos ligados ao Brasil e ao Autódromo de Interlagos. Entre os detalhes está o S do Senna, uma das curvas mais conhecidas do circuito paulista. Seu formato aparece repetidamente na estrutura, simbolizando as voltas que o vencedor precisará completar durante a corrida.
Dependendo do ângulo de observação, o troféu também revela a bandeira quadriculada de chegada e a silhueta do mapa brasileiro. A base faz referência às zebras das pistas, com detalhes nas cores nacionais.
Para transformar o conceito em uma peça física, a empresa utilizou a tecnologia de Fusão Seletiva a Laser (SLM), processo de impressão 3D em metal.
Nesse método, um laser de alta potência funde sucessivas camadas de pó de titânio, formando gradualmente a estrutura do objeto. A fabricação ocorre em uma atmosfera controlada de argônio.
Depois da impressão, o troféu passou por procedimentos de corte de precisão, retirada manual dos suportes e eletropolimento, responsável pelo acabamento brilhante do metal. O processo foi concluído com a montagem final, reunindo os elementos que dão identidade à peça.
Para Wiland Tiergarten Júnior, diretor de operações da Btomec, participar de um projeto ligado à Fórmula 1 representa uma conquista importante para a empresa e seus profissionais.
“A Fórmula 1 é uma referência, e poder fazer parte dessa referência, construir esse troféu e ter recebido essa tarefa é muito especial. Dá um frio na barriga enorme”, afirmou.
O diretor também destacou a emoção de imaginar o vencedor da corrida erguendo um objeto desenvolvido em Santa Catarina.
“Quando o campeão levantar o troféu, vamos ter orgulho da nossa empresa brasileira, joinvilense, e de saber que a referência mundial em manufatura se encontra aqui, no sul do Brasil”, declarou.
Com a criação, Santa Catarina terá presença de destaque no pódio do GP de São Paulo, mostrando como a engenharia e a inovação brasileiras podem alcançar um dos maiores palcos do esporte mundial.
Por Redação RSC

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