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Baleia-franca quase única no Brasil é avistada em SC e surpreende pesquisadores
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Foto Divulgação - Baleia-franca quase única no Brasil é avistada em SC e surpreende pesquisadores
Fêmea é considerada única com esse padrão de coloração registrada no catálogo brasileiro desde 1987
Uma baleia-franca-austral com uma rara característica de coloração foi avistada no litoral de Santa Catarina durante a temporada de reprodução da espécie. A fêmea, considerada semialbina, chama atenção por apresentar uma aparência diferente da maioria dos animais monitorados na região.
O registro tem importância para pesquisadores porque a baleia é apontada como a única fêmea com esse padrão de coloração identificada no catálogo brasileiro de fotoidentificação desde o início do monitoramento sistemático da espécie, em 1987.
As baleias-francas utilizam o litoral catarinense principalmente durante os meses de inverno e primavera, quando procuram águas mais protegidas para reprodução, nascimento e amamentação dos filhotes. A região entre Florianópolis e o Cabo de Santa Marta, no Sul do estado, concentra uma das principais áreas reprodutivas da espécie no Brasil.
O monitoramento por meio de fotografias permite que os pesquisadores reconheçam individualmente os animais a partir de características do corpo, principalmente do padrão de calosidades presentes na cabeça. Com isso, é possível acompanhar a presença de determinadas baleias ao longo dos anos e obter informações sobre deslocamentos, reprodução e sobrevivência.
O catálogo brasileiro reúne mais de mil baleias-francas identificadas desde o início dos trabalhos de acompanhamento da população. Em anos recentes, pesquisadores também vêm registrando animais já conhecidos que retornam ao litoral catarinense durante a temporada reprodutiva.
A presença da espécie em Santa Catarina representa também um importante capítulo na história da conservação marinha no país. A baleia-franca chegou a ser considerada desaparecida da costa brasileira após décadas de caça. O último registro de caça no litoral brasileiro ocorreu em Imbituba, em 1973, e os primeiros indícios de recuperação da população começaram a aparecer na década de 1980.
A caça comercial de cetáceos foi oficialmente proibida no Brasil em 1987. Desde então, projetos de pesquisa e conservação passaram a acompanhar a recuperação da espécie, que utiliza o litoral de Santa Catarina como área de reprodução.
O avistamento da fêmea semialbina reforça a importância do monitoramento de longo prazo e mostra como cada novo registro pode contribuir para ampliar o conhecimento sobre a população de baleias-francas que visita o litoral catarinense.
A orientação para quem encontrar uma baleia na costa é observar o animal à distância e evitar qualquer tentativa de aproximação ou interação. A espécie utiliza as enseadas catarinenses principalmente para atividades essenciais ao ciclo reprodutivo, e a preservação do espaço é fundamental para garantir a segurança dos animais.
Por Redação RSC

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