Fim da escala 6x1 pode colocar 41 mil empregos em risco em SC e encarecer produtos, alerta FIESC
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Federação das Indústrias de Santa Catarina projeta aumento de custos para empresas e possível pressão sobre os preços com a redução da jornada de trabalho.
O fim da escala de trabalho 6x1 acendeu um alerta no setor industrial catarinense. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) afirma que a redução da jornada de trabalho pode elevar os custos das empresas, pressionar os preços de produtos e serviços e colocar milhares de postos de trabalho em risco.
Segundo estudo divulgado pela entidade, a mudança pode resultar na extinção de 41,4 mil empregos em Santa Catarina, sendo 19,1 mil somente na indústria. A estimativa também aponta aumento de 11,4% no custo do trabalho no estado e possível retração de 0,6% no Produto Interno Bruto (PIB) catarinense.
Na avaliação da FIESC, a necessidade de contratar mais trabalhadores para compensar a redução da jornada pode elevar as despesas operacionais, especialmente em pequenas e médias empresas. A entidade também alerta para o risco de repasse desses custos ao consumidor, com aumento nos preços de produtos e serviços.
Outro ponto levantado pela federação é a dificuldade de encontrar mão de obra qualificada em Santa Catarina. Segundo a entidade, esse cenário pode dificultar a adaptação das empresas à nova jornada e comprometer a competitividade de setores industriais.
A FIESC também considera que o aumento do custo do emprego formal pode estimular a informalidade e reduzir as contratações com carteira assinada. Essas consequências, porém, são projeções apresentadas pela entidade e dependem de como as mudanças serão implementadas e absorvidas pela economia.
A proposta de redução da jornada e de mudanças na escala 6x1 gera discussões sobre os impactos para empresas e trabalhadores, incluindo a organização das jornadas e os dias de descanso.
A FIESC defende que mudanças nas relações de trabalho considerem as particularidades de cada setor e sejam discutidas por meio de negociação coletiva entre representantes de trabalhadores e empregadores. A federação também sustenta que ganhos de produtividade, inovação e automação são importantes para viabilizar a redução da jornada.
Por Redação RSC

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