“Mãe, eu só quero ir para casa”: jovem de Imbituba está preso no Laos após suposto golpe
“Mãe, eu só quero ir para casa”: jovem de Imbituba está preso no Laos após suposto golpe
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Foto Divulgação Reprodução - “Mãe, eu só quero ir para casa”: jovem de Imbituba está preso no Laos após suposto golpe
Luciano, de 25 anos, saiu do Brasil em busca de uma oportunidade de trabalho no exterior, mas perdeu o contato com a família e acabou detido no Laos; mãe relata medo, agressões e pede ajuda para conseguir o retorno do filho
O que começou como a realização de um sonho terminou em uma situação de desespero para uma família de Imbituba. Luciano, de 25 anos, deixou o Brasil após receber uma proposta de trabalho no Sudeste Asiático e viajou acreditando que teria uma oportunidade de melhorar de vida. Hoje, segundo a família, ele está detido no Laos e depende de ajuda para conseguir voltar para casa.
Luciano nasceu no Uruguai, mas vive em Imbituba desde os dois anos de idade. Criado no bairro Alto Arroio, o jovem construiu sua vida na cidade e trabalhava em um posto de combustíveis antes de embarcar novamente para o exterior.
A história começou ainda antes da viagem que resultou na prisão. Luciano já havia trabalhado fora do país, quando passou um período na Grécia. Em 2021, recebeu uma nova proposta para trabalhar no exterior e decidiu aceitar.

Durante mais de um ano, contato era praticamente diário
De acordo com o relato da mãe, Luciano permaneceu por cerca de um ano e meio no exterior e, durante boa parte desse período, mantinha contato frequente com familiares e amigos.
As conversas faziam parte da rotina da família. Até que, depois de julho deste ano, o telefone ficou em silêncio.
A falta de notícias provocou preocupação e rapidamente se transformou em desespero. Sem conseguir localizar o filho, a família começou a procurar ajuda e entrou em contato com a representação diplomática brasileira.
Segundo a mãe, depois de um longo período de buscas, a família recebeu a informação de que Luciano estava preso.
A justificativa apresentada às autoridades estaria relacionada a trabalho considerado irregular. Para a família, porém, a situação seria consequência de um golpe envolvendo falsas promessas de emprego no exterior.
Relatos publicados anteriormente apontam que Luciano teria sido atraído por uma proposta para trabalhar na Tailândia e, depois de chegar à Ásia, passou por diferentes países, incluindo Camboja, Vietnã, China e Laos.
“Eu só quero ir para casa”
Em alguns momentos, a mãe conseguiu falar diretamente com o filho por telefone. Segundo ela, Luciano relatou que teria sofrido agressões enquanto estava preso e demonstrava estar assustado com a situação.
A frase que mais marcou a família, segundo o relato da mãe, foi um pedido simples:
“Eu só quero ir para casa, eles não deixam.”
A família afirma que, atualmente, está há cerca de duas semanas sem conseguir falar novamente com o jovem e que as informações chegam de maneira limitada.
A situação também envolve uma multa que precisa ser paga para viabilizar a saída de Luciano. Segundo a atualização mais recente repassada pela família, o valor teria aumentado e chegado a US$ 4 mil, aproximadamente R$ 20 mil.
Em uma atualização publicada anteriormente, a mãe havia informado uma cobrança de US$ 3,5 mil.

Família tenta arrecadar dinheiro para trazer jovem de volta
A situação financeira da família é outro obstáculo. Segundo a mãe, os familiares possuem poucas condições e não conseguem arcar sozinhos com os custos da multa, documentação e viagem.
Por isso, uma campanha de arrecadação foi criada para tentar reunir o dinheiro necessário.
Como Luciano possui cidadania uruguaia, informações divulgadas anteriormente pela família indicam que o retorno deverá ocorrer inicialmente para o Uruguai, onde ele possui familiares que poderão recebê-lo. Depois, a intenção é que ele consiga retornar a Imbituba.
A família afirma ainda que as representações diplomáticas podem auxiliar nos procedimentos burocráticos, mas não conseguem assumir integralmente despesas como multas e passagem.
Família diz que jovem caiu em falsa promessa de trabalho
Para os familiares, o caso revela um risco enfrentado por pessoas que recebem propostas de emprego no exterior com promessas de salários melhores, hospedagem e uma nova oportunidade de vida.
Segundo relatos anteriores, Luciano teria recebido uma proposta para trabalhar como corretor em uma multinacional na Tailândia. A oferta teria incluído salário, passagem e hospedagem.
Depois de chegar à Ásia, entretanto, a situação teria tomado outro rumo. A família relata retenção de documentos, dificuldades para deixar o trabalho, ameaças e agressões.
Esses relatos são atribuídos à família e não foram confirmados de forma independente pelas autoridades. O caso é tratado pelos familiares como uma possível situação de tráfico humano e exploração de trabalhadores.

Mãe faz apelo para conseguir trazer o filho para casa
Enquanto aguarda novas informações, a mãe segue tentando mobilizar amigos, moradores de Imbituba e pessoas que conheceram a história pelas redes sociais.
A campanha busca arrecadar o dinheiro necessário para que Luciano possa deixar o Laos e iniciar o caminho de volta para perto da família.
A situação já mobilizou pessoas da cidade e ganhou novas divulgações nas últimas semanas. Em atualização publicada em setembro, a família informou que Luciano havia recebido alguns itens básicos, mas que ainda precisava reunir recursos para viabilizar o retorno.
Para a mãe, a prioridade agora é uma só: conseguir notícias do filho e reunir o valor necessário para tirá-lo da situação em que se encontra.
Quem puder ajudar pode contribuir diretamente com a campanha.
Pix: 6303898@vakinha.com.br
Vakinha: Campanha “Meu filho, vítima de tráfico humano, precisa retornar”
Por Redação RSC

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