Projeção da inflação volta a cair e mercado sinaliza cenário econômico mais estável para 2026
Projeção da inflação volta a cair e mercado sinaliza cenário econômico mais estável para 2026
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Imagem iStock - Projeção da inflação volta a cair e mercado sinaliza cenário econômico mais estável para 2026
Dados do boletim Focus indicam desaceleração dos preços, expectativa moderada de crescimento do PIB e possível início de queda nos juros
A expectativa do mercado financeiro para a inflação brasileira em 2026 voltou a recuar, reforçando sinais de desaceleração gradual dos preços ao consumidor e maior estabilidade no cenário econômico. De acordo com o boletim Focus divulgado pelo Banco Central do Brasil, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo caiu de 3,95% para 3,91%, mantendo-se dentro da meta estabelecida para o período.
O levantamento, elaborado semanalmente com base nas estimativas de instituições financeiras, aponta que esta é a sétima redução consecutiva para a inflação prevista em 2026. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, permitindo variações entre 1,5% e 4,5%.
Apesar do recuo nas projeções, fatores pontuais ainda influenciam o comportamento dos preços. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que o aumento nas tarifas de energia elétrica e nos combustíveis contribuiu para que o índice oficial registrasse alta de 0,33% em janeiro. No acumulado recente, a inflação permanece em patamar considerado administrável pelos analistas.
A política monetária segue como principal instrumento de controle inflacionário. Atualmente, a taxa básica de juros está em 15% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária. Mesmo com a tendência de desaceleração dos preços, a autoridade monetária optou por manter os juros nas últimas reuniões, sinalizando que cortes poderão ocorrer de forma gradual caso o cenário permaneça estável.
Além da inflação, o boletim também trouxe revisão leve para o crescimento econômico. A estimativa para o Produto Interno Bruto em 2026 passou de 1,8% para 1,82%, indicando expansão moderada da atividade. Para os próximos anos, o mercado projeta crescimento próximo de 2%, acompanhado de redução gradual da taxa Selic e estabilidade cambial, com o dólar previsto na faixa de R$ 5,45 até o fim deste ano.
Com inflação controlada e juros ainda em nível elevado, o cenário econômico aponta para um período de transição, em que decisões de política monetária e o comportamento do consumo serão determinantes para o ritmo de recuperação da economia brasileira nos próximos anos.
Por Redação RSC, com informações Agência Brasil

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