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Garopaba enfrenta alerta social após 98 famílias serem apontadas em risco grave de fome
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Foto Gerada Por IA - Garopaba enfrenta alerta social após 98 famílias serem apontadas em risco grave de fome
Levantamento coloca o município entre as 50 cidades catarinenses com maior proporção de famílias classificadas em risco grave
Um levantamento do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) colocou Garopaba entre os municípios catarinenses com maior proporção de famílias em risco grave de insegurança alimentar. Segundo o estudo, 98 famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) aparecem nessa condição no município.
Garopaba ocupa a 42ª posição entre os 50 municípios selecionados pelo levantamento. O número representa 5,9% das famílias consideradas pelo indicador utilizado na análise.
O estudo foi elaborado com base no Indicador de Risco de Insegurança Alimentar Grave (CadInsan), desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. São consideradas em risco grave as famílias cuja probabilidade estimada de enfrentar insegurança alimentar grave é igual ou superior a 80%.
O MPSC ressalta que os dados não representam um diagnóstico individual feito diretamente com as famílias. O levantamento é uma estimativa estatística de risco, calculada a partir das informações disponíveis no CadÚnico e na metodologia do CadInsan.
Além do indicador, o estudo chama atenção para a estrutura das políticas públicas de segurança alimentar no município. Garopaba está entre as cidades catarinenses que não possuíam um Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) vigente no levantamento.
Segundo o MPSC, a ausência do plano não elimina a responsabilidade do município de garantir o direito à alimentação adequada. O documento aponta que a falta desse instrumento pode indicar fragilidades na organização das políticas públicas voltadas à segurança alimentar.
Em todo o estado, o estudo identificou 10.252 famílias em risco grave de insegurança alimentar. Apenas 50 dos 295 municípios catarinenses haviam aderido ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) em abril de 2026, enquanto somente 24 cidades tinham Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional vigente.
O levantamento deve servir como subsídio para a atuação das Promotorias de Justiça, com análise das políticas existentes em cada município e eventual cobrança de medidas para ampliar a proteção das famílias em situação de vulnerabilidade.
Por Redação RSC

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