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Segurança

Gestante de 16 anos denuncia falta de atendimento após suspeita de pré-eclâmpsia em Imbituba

  • Foto Gerada Por IA - Gestante de 16 anos denuncia falta de atendimento após suspeita de pré-eclâmpsia em Imbituba

Família afirma que adolescente não recebeu os exames solicitados após encaminhamento médico. Município diz que paciente é acompanhada como gestante de alto risco e que o tratamento especializado é realizado em Tubarão

Uma gestante de 16 anos procurou atendimento no Hospital de Imbituba após ser encaminhada por uma médica da Unidade Básica de Saúde de Ibiraquera com suspeita de pré-eclâmpsia. Segundo familiares, a adolescente não recebeu os exames solicitados e precisou buscar atendimento em outro município. O caso foi encaminhado à reportagem da Rádio 89.

De acordo com a sogra da paciente, a adolescente apresentava hipertensão durante a gestação e foi orientada pela médica da unidade de saúde a procurar atendimento hospitalar de urgência. A família relata que, ao chegar ao hospital, a jovem foi avaliada, mas teria sido informada de que os exames indicados no encaminhamento não seriam realizados naquele momento. Conforme o relato, a orientação recebida foi para agendar uma ultrassonografia com Doppler por meio do acompanhamento do pré-natal.

A família afirma que o encaminhamento ao hospital ocorreu justamente porque a unidade básica não possuía estrutura para investigar o quadro clínico. Diante da situação, a gestante buscou atendimento em Tubarão.

A reportagem teve acesso ao documento emitido pela médica responsável pelo atendimento na UBS. O encaminhamento informa que a adolescente está com 33 semanas e dois dias de gestação, apresenta hipertensão diagnosticada durante a gravidez, faz uso de medicação para controle da pressão arterial e havia registrado episódio recente de pico hipertensivo.

Ainda conforme o documento, durante a avaliação médica foram observados sintomas como cefaleia frontal, edema nos pés e pressão arterial de 150/100 mmHg. Diante do quadro, foi solicitada avaliação hospitalar de urgência para investigação de possíveis complicações hipertensivas da gestação, incluindo pré-eclâmpsia, além da realização dos exames e monitoramento considerados necessários pela equipe médica.

A Rádio 89 entrou em contato com o Hospital de Imbituba para solicitar esclarecimentos sobre o atendimento prestado, os protocolos adotados e a suposta recusa na realização dos exames. Até a publicação desta reportagem, a unidade hospitalar não havia se manifestado.

A Prefeitura de Imbituba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que a paciente é acompanhada como gestante de alto risco e foi encaminhada ao serviço especializado de Pré-Natal de Alto Risco, em Tubarão, conforme os protocolos assistenciais vigentes.

Segundo a Secretaria, a adolescente também foi encaminhada ao CEREM, mas não compareceu às consultas agendadas. O município informou ainda que ela possui nova consulta marcada no serviço especializado de Tubarão para o dia 29 de julho.

A administração municipal esclareceu que o acompanhamento de gestantes de alto risco é atribuição da atenção especializada, enquanto a Unidade Básica de Saúde mantém o acompanhamento clínico, realiza encaminhamentos e orienta sobre a importância da continuidade do pré-natal especializado.

Sobre o atendimento no Hospital São Camilo, a Secretaria de Saúde destacou que cabe à equipe médica responsável definir a necessidade de exames e tratamento, conforme a avaliação clínica de cada paciente. O município acrescentou que, nos casos em que não há indicação de risco imediato, a continuidade da investigação ocorre no serviço de referência em pré-natal de alto risco.

A Secretaria Municipal de Saúde reforçou, por fim, que permanece à disposição para garantir o acesso da gestante aos serviços da rede pública e ressaltou a importância da participação nas consultas e no acompanhamento especializado para a segurança da mãe e do bebê.

Por Redação RSC


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