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Segurança

Imbituba responde por quase dois terços dos casos de estupro de vulnerável registrados na região em 2026

  • Imagem Divulgação Reprodução Internet - Imbituba responde por quase dois terços dos casos de estupro de vulnerável registrados na região em 2026

Levantamento mostra que cinco municípios somam 17 ocorrências neste ano; especialistas reforçam que a maioria dos crimes acontece dentro do círculo de convivência da vítima

Embora os registros tenham apresentado queda em comparação ao ano passado, a violência sexual contra crianças e adolescentes continua sendo uma preocupação nas cidades de Imbituba, Garopaba, Laguna, Imaruí e Paulo Lopes. Entre janeiro e 19 de julho deste ano, os cinco municípios contabilizaram 17 casos de estupro de vulnerável, segundo dados do Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP), do Governo de Santa Catarina.

O cenário regional é puxado por Imbituba, que responde sozinha por 11 ocorrências, concentrando aproximadamente 65% dos casos registrados nas cinco cidades. Em seguida aparecem Laguna, com três notificações, Garopaba, com duas, e Imaruí, com um registro. Paulo Lopes permanece sem ocorrências contabilizadas em 2026. Apesar da redução em relação aos números consolidados do ano passado, os dados ainda exigem atenção. Isso porque o levantamento contempla apenas pouco mais da metade do ano, o que significa que novos registros ainda podem alterar esse panorama até dezembro.

Quando a análise é ampliada para todo o Sul catarinense, foram contabilizados 222 casos de estupro de vulnerável neste mesmo período. O número é inferior ao registrado entre janeiro e julho de 2025, quando haviam sido notificadas 249 ocorrências, mas alguns municípios já ultrapassaram, antes mesmo do encerramento do ano, todo o volume registrado em 2025. É o caso de Balneário Rincão, Braço do Norte, Cocal do Sul, Rio Fortuna e Santa Rosa do Sul.

Entre as cidades com maior número absoluto de registros estão Criciúma, com 36 casos, Araranguá, com 20, Tubarão, com 19, e Imbituba, com 11.

Pela legislação brasileira, o estupro de vulnerável ocorre quando há prática de ato sexual contra menores de 14 anos ou pessoas que, por deficiência, enfermidade ou outra condição, não possuem capacidade de consentir ou de oferecer resistência. O crime está previsto no artigo 217-A do Código Penal e prevê pena de oito a quinze anos de prisão, podendo ser ampliada conforme as circunstâncias.

As forças de segurança alertam que muitos desses crimes acontecem dentro do ambiente familiar ou são praticados por pessoas conhecidas da vítima, o que dificulta a denúncia. Por isso, pais, responsáveis, professores e familiares devem observar mudanças repentinas de comportamento, isolamento, medo de determinados adultos, alterações no sono ou relatos espontâneos de crianças e adolescentes.

Casos suspeitos podem ser comunicados de forma anônima pelo Disque 100, pelo telefone 190, nas delegacias da Polícia Civil, nos Conselhos Tutelares ou pela Delegacia Virtual de Santa Catarina. Para as autoridades, a denúncia continua sendo a principal ferramenta para interromper ciclos de violência e proteger crianças e adolescentes.

Por Redação RSC


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