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Investigado é avisado sobre operação e teria criado provas para se defender em SC
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Foto Gerada Por IA - Investigado é avisado sobre operação e teria criado provas para se defender em SC
Segunda fase da Operação Sentinela apura suspeitas de obstrução, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro em investigação sobre contratos de segurança escolar em Blumenau
Um dos investigados no suposto esquema de corrupção envolvendo contratos públicos de Blumenau teria sido avisado sobre a operação cerca de 15 dias antes da primeira fase da investigação, deflagrada em maio deste ano. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), mensagens encontradas em celulares apreendidos indicam que o investigado teria tomado conhecimento de que estava sendo alvo de apuração.
A partir dessas informações, os investigadores suspeitam que documentos e versões teriam sido preparados posteriormente para tentar justificar movimentações financeiras e afastar as suspeitas levantadas durante a investigação. O caso é um dos principais elementos analisados na segunda fase da Operação Sentinela, deflagrada nesta quarta-feira (7).
Entre os materiais analisados pelo MPSC está uma negociação envolvendo um imóvel. De acordo com os investigadores, parte dos pagamentos teria sido realizada por terceiros e direcionada para a compra de outro apartamento.
O investigado teria apresentado um contrato com uma data diferente daquela informada pela construtora. Enquanto o documento apresentado apontava uma negociação anterior, a empresa teria informado que a venda ocorreu posteriormente e por um valor diferente.
Para o Ministério Público, há suspeita de que o documento tenha sido produzido posteriormente para criar uma versão favorável ao investigado e explicar a origem dos valores movimentados.
Mensagens extraídas de um dos celulares apreendidos também chamaram a atenção dos investigadores. Conforme o MPSC, uma instituição financeira teria informado ao investigado que havia recebido uma determinação judicial para fornecer informações bancárias sobre ele.
O aviso teria ocorrido aproximadamente 15 dias antes da primeira fase da Operação Sentinela. Para os investigadores, a informação teria permitido que o alvo tivesse conhecimento antecipado da apuração e tempo para preparar documentos e uma versão dos fatos.
A suspeita também envolve a própria instituição financeira, que pode ter violado o dever de sigilo ao comunicar o investigado sobre a solicitação judicial.
A segunda fase da Operação Sentinela cumpriu dois mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão em Blumenau e Florianópolis. A ação investiga possíveis crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, obstrução de investigação, falsidade ideológica e falso testemunho.
Segundo o MPSC, as novas medidas foram adotadas após a identificação de possíveis tentativas de ocultar patrimônio, disfarçar a origem de recursos e interferir na produção de provas.
A investigação permanece sob sigilo, e os materiais apreendidos nesta nova etapa ainda serão analisados pelas equipes responsáveis.
A Operação Sentinela foi iniciada em maio de 2026 para investigar um suposto esquema de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial relacionado a contratos públicos do município de Blumenau.
Entre os contratos investigados estão serviços de segurança destinados às escolas e centros de educação infantil após o ataque ocorrido em 2023 no Centro de Educação Infantil Cantinho Bom Pastor.
Segundo as investigações, os contratos analisados somam mais de R$ 56 milhões, enquanto os investigadores identificaram indícios de aproximadamente R$ 2,8 milhões em pagamentos que poderiam estar relacionados a propinas.
As suspeitas ainda são alvo de investigação e não representam condenação dos envolvidos.
Por Redação RSC

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