Eliminação da Albânia pode deixar Copa sem técnicos brasileiros pela primeira vez
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Foto: Reprodução/ Getty Images - Eliminação da Albânia pode deixar Copa sem técnicos brasileiros pela primeira vez
Queda da equipe comandada por Sylvinho na repescagem europeia encerra, por ora, a presença de treinadores do Brasil no Mundial de 2026
A eliminação da Albânia na repescagem europeia para a Copa do Mundo de 2026 pode marcar um feito inédito: a ausência de técnicos brasileiros no comando de seleções na competição. A equipe treinada por Sylvinho foi superada pela Polônia nesta quinta-feira, dando fim à última possibilidade concreta de um treinador do país garantir vaga no torneio.
Com isso, nenhuma das 48 seleções classificadas para o Mundial deve ter, até o momento, um brasileiro à frente da comissão técnica. Cenário que pode mudar apenas em caso de contratações até a competição.
Historicamente, o Brasil sempre teve representantes entre os treinadores em Copas do Mundo, ainda que comandando outras seleções. Nomes como Carlos Alberto Parreira, que dirigiu Kuwait (1982), Emirados Árabes Unidos (1990), Arábia Saudita (1998) e África do Sul (2010), Paulo César Carpegiani, à frente do Paraguai em 1998, e Luiz Felipe Scolari, que comandou Portugal em 2006, fazem parte dessa trajetória.
Por outro lado, a seleção brasileira mantém uma tradição oposta: nunca foi comandada por um técnico estrangeiro em Copas do Mundo. Esse cenário começará a mudar em 2026, quando Carlo Ancelotti assumirá o comando da equipe no torneio. Ele será apenas o segundo estrangeiro a dirigir o Brasil em uma grande competição, mais de um século após o uruguaio Ramón Platero, que esteve à frente da equipe na Copa América de 1925.
À frente da Albânia, Sylvinho acumulou resultados relevantes, como a classificação para a Eurocopa. No entanto, a equipe acabou eliminada ainda na fase de grupos, após cair em uma chave com seleções tradicionais do continente.
Com contrato válido até julho, o treinador ainda não definiu os próximos passos da carreira. Em entrevistas recentes, destacou a trajetória internacional e indicou que deve avaliar novas possibilidades após o fim do vínculo.
Caso não haja mudanças até a Copa, o Mundial de 2026 ficará marcado como o primeiro sem técnicos brasileiros, um contraste significativo com a histórica presença do país também fora das quatro linhas.
Por Redação RSC

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