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Safra da tainha rende captura de mais de cinco toneladas em Laguna
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Foto Divulgação Reprodução - Safra da tainha rende captura de mais de cinco toneladas em Laguna
Cerco aconteceu na Prainha do Farol, em Laguna, e mobilizou pescadores tradicionais da região na manhã desta quarta-feira (20)
Mais de cinco toneladas de tainha foram capturadas na manhã desta quarta-feira (20) na Prainha do Farol de Santa Marta, em Laguna, no Sul de Santa Catarina. O cerco mobilizou pescadores da comunidade tradicional e chamou atenção de moradores e visitantes da região.
Os momentos da captura foram compartilhados nas redes sociais pelo empresário João Baiuka, que acompanhou o trabalho dos pescadores e celebrou o resultado da pesca.
Na publicação, Baiuka destacou a união entre os trabalhadores do mar e a importância cultural da atividade no Farol de Santa Marta.
“A natureza está abençoando os pescadores. Todo mundo se ajuda, todo mundo ganha”, afirmou.
Segundo o empresário, a pesca da tainha no Farol de Santa Marta mantém uma tradição histórica da comunidade pesqueira local. Na região, a captura é realizada exclusivamente com canoas a remo, preservando um modelo artesanal passado entre gerações.
“Isso acontece há mais de 100 anos. É uma tradição, cultura e muita força humana”, disse Baiuka nas redes sociais.
A modalidade é considerada uma das mais tradicionais do litoral catarinense e depende do trabalho coletivo dos pescadores durante os cercos na praia.
A safra da tainha é considerada um dos períodos mais importantes para comunidades pesqueiras de Santa Catarina. Em 2026, a temporada começou oficialmente em 1º de maio e mobiliza centenas de famílias que dependem da pesca artesanal no estado.
Entre maio e julho ocorre o período mais favorável para a captura. Nesta época, os cardumes deixam lagoas do Rio Grande do Sul e áreas do litoral do Uruguai e da Argentina em direção ao Norte do país, em busca de águas mais quentes para reprodução.
No litoral catarinense, o arrasto de praia segue como uma das modalidades mais tradicionais da pesca artesanal e permanece liberado até 31 de dezembro ou até o limite da cota estabelecida.
Por Redação RSC

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