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Neymar chega à Copa de 2026 cercado por pressão e expectativa
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Foto Divulgação Reprodução - Neymar chega à Copa de 2026 cercado por pressão e expectativa
Principal nome da seleção brasileira na última década, camisa 10 disputa provável última Copa do Mundo cercado por dúvidas, cobranças e esperança pelo hexacampeonato
A convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026 recoloca o atacante no centro das atenções da seleção brasileira em um dos momentos mais delicados de sua trajetória com a camisa amarelinha. Aos 34 anos, o jogador chega ao torneio cercado por expectativas, questionamentos físicos e a pressão de finalmente conquistar o hexacampeonato mundial.
Principal estrela do futebol brasileiro desde o início da década passada, Neymar carrega uma relação marcada por altos e baixos com a seleção. Entre lesões, eliminações traumáticas, críticas e momentos de protagonismo, o atacante vive a possibilidade de disputar sua última Copa do Mundo.
A trajetória começou ainda antes da Copa de 2010, quando sua ausência na convocação de Dunga gerou grande repercussão nacional. Na época, boa parte dos torcedores defendia a presença de Neymar e Ganso no elenco que foi à África do Sul. O desempenho abaixo do esperado da seleção aumentou ainda mais as críticas ao treinador.
Em 2013, Neymar assumiu definitivamente o papel de principal nome da equipe ao liderar o Brasil no título da Copa das Confederações. A vitória por 3 a 0 sobre a então campeã mundial Espanha consolidou o atacante como referência técnica da seleção, além de render ao jogador o prêmio de melhor atleta da competição.
No ano seguinte, durante a Copa do Mundo no Brasil, Neymar era o rosto da campanha brasileira. A lesão sofrida contra a Colômbia, após a entrada de Zúñiga nas quartas de final, tirou o atacante da semifinal contra a Alemanha, marcada pela derrota histórica por 7 a 1.
A ausência do camisa 10 alimentou, à época, o debate sobre até que ponto sua presença poderia ter mudado o destino da seleção naquele Mundial.
Na Copa da Rússia, em 2018, Neymar passou a ser alvo frequente de críticas pelo comportamento em campo, especialmente pelas reclamações e quedas durante as partidas.
Já em 2022, no Catar, o atacante voltou a liderar uma seleção apontada como uma das favoritas ao título após campanha consistente nas Eliminatórias sob o comando de Tite. Apesar disso, a eliminação para a Croácia nas quartas de final, nos pênaltis, gerou novo desgaste.
O fato de Neymar não ter cobrado uma das primeiras penalidades na disputa aumentou os questionamentos sobre o desfecho da campanha brasileira.
Os anos que antecederam a Copa de 2026 foram marcados por lesões e incertezas sobre a condição física do jogador. Neymar passou longos períodos afastado dos gramados e retornou ao futebol brasileiro cercado de expectativa.
No Santos, porém, o desempenho ficou abaixo do esperado em meio a problemas físicos e às dificuldades enfrentadas pela equipe dentro de campo.
Mesmo assim, a convocação para o Mundial mantém Neymar como principal símbolo de uma seleção que não conseguiu empolgar durante as Eliminatórias e amistosos preparatórios.
Além do camisa 10, a lista de convocados também trouxe nomes questionados por parte da torcida, como os goleiros Alisson e Ederson, além de atletas menos conhecidos do grande público brasileiro, mas com espaço consolidado em clubes europeus.
A Copa de 2026 pode representar o último capítulo da relação entre Neymar e a seleção brasileira. Para parte dos torcedores, o atacante ainda reúne qualidade suficiente para liderar o Brasil na busca pelo hexacampeonato.
Ao mesmo tempo, uma nova eliminação pode ampliar ainda mais as críticas em torno do legado do jogador com a camisa da seleção.
Entre expectativa, pressão e incertezas, Neymar inicia mais uma trajetória em Copa do Mundo como o principal foco de atenção do futebol brasileiro.
Por Redação RSC

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