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Saída de técnico do Strasbourg para o Chelsea intensifica revolta e reacende debate sobre multipropriedade no futebol europeu
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Imagem: Getty Imagens - Saída de técnico do Strasbourg para o Chelsea intensifica revolta e reacende debate sobre multipropriedade no futebol europeu
Torcedores franceses acusam grupo BlueCo de transformar o clube em “satélite” do Chelsea e cobram respeito à identidade local
A ida de Liam Rosenior para o comando do Chelsea desencadeou uma nova onda de protestos em Estrasburgo e expôs, mais uma vez, o incômodo crescente com o modelo de multipropriedade no futebol europeu. O treinador inglês, de 41 anos, deixou o Strasbourg após um trabalho considerado promissor para assumir a equipe londrina, ambos controlados pelo grupo BlueCo.
A mudança não foi bem recebida pela torcida francesa, que já vinha demonstrando insatisfação com a forma como o clube tem sido administrado desde sua aquisição, em 2023. Em jogos recentes, faixas e cânticos pediram o fim da prática que, segundo os torcedores, transforma o Strasbourg em um “clube satélite” do Chelsea. A saída do técnico apenas intensificou a percepção de que decisões estratégicas estariam sendo tomadas com prioridade aos interesses ingleses.
A relação entre os clubes já vinha sendo questionada por conta da transferência do atacante Emmanuel Emegha para o Chelsea, prevista para o meio do ano, além do número de jovens londrinos cedidos ao Strasbourg. Representantes da principal torcida organizada afirmam que o clube perdeu autonomia e que seu projeto esportivo está sendo comprometido.
No campo institucional, a pressão também recai sobre o presidente Marc Keller, que lidera a reconstrução do Strasbourg desde 2012 e enfrenta críticas sobre sua permanência à frente do clube sob as diretrizes da BlueCo. Para os torcedores, a saída de Rosenior, somada à influência inglesa nas últimas janelas de transferências, é um alerta para o futuro do futebol francês caso o modelo se consolide.
Rosenior deixa o Strasbourg na sétima colocação do Campeonato Francês, enquanto o Chelsea ocupa a quinta posição na Premier League e busca reagir na temporada. O técnico chega com status de promessa, mas sua transferência amplia uma discussão que vai além das quatro linhas: o limite ético e esportivo da multipropriedade no futebol moderno.
Por Redação RSC, com informações GE

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