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Grêmio estudantil em escola indígena de Imaruí forma jovens líderes e fortalece cultura Guarani Mbya

  • Foto: Allan Royer - Grêmio estudantil em escola indígena de Imaruí forma jovens líderes e fortalece cultura Guarani Mbya

Projeto criado na Tekoa Marangatu integra tradição e ensino formal e incentiva participação dos alunos na vida escolar e comunitária

A criação de um grêmio estudantil dentro de uma escola indígena em Imaruí começa a produzir efeitos que vão além do ambiente escolar. Na Escola Indígena de Educação Básica Tekoa Marangatu, a iniciativa tem mobilizado alunos, professores e lideranças da comunidade em torno de um objetivo comum: formar novas lideranças e ampliar a participação dos jovens nas decisões da aldeia.

O projeto, batizado de “Kyringue Ruvixa”, que significa jovens lideranças, foi idealizado pela direção da escola como uma forma de aproximar a gestão escolar da realidade da comunidade Guarani Mbya. A proposta foi construída coletivamente, com a participação dos estudantes na elaboração e aprovação do estatuto e do regimento eleitoral, seguindo uma lógica inspirada na própria organização política da aldeia, como a escolha de cacique e vice-cacique.

A iniciativa também atende a uma demanda antiga das lideranças locais: preparar as novas gerações para assumir, no futuro, funções de representação dentro da comunidade. A formação vai além do conteúdo pedagógico tradicional e inclui o desenvolvimento da oralidade, do senso crítico e da capacidade de articulação dos jovens.

Dentro da aldeia, o projeto é visto como um passo importante nesse processo. O vice-cacique Fabiano, destacou que o grêmio abre espaço para que os estudantes se preparem como futuras lideranças, ao mesmo tempo em que fortalece a cultura Guarani Mbya e amplia a visibilidade da escola.

Entre os professores, a proposta inicialmente gerou dúvidas, principalmente por se tratar de uma experiência ainda pouco difundida em escolas indígenas. Com o avanço das discussões e a construção coletiva do projeto, no entanto, a percepção mudou. A avaliação passou a ser positiva, com destaque para o potencial do grêmio em aproximar ainda mais a escola da comunidade.

Os estudantes também começam a sentir os impactos da iniciativa. Escolhido como líder estudantil, Daniel vê no grêmio uma oportunidade de aprendizado e preparação para assumir responsabilidades no futuro. Ao lado dele, o vice-líder William já projeta melhorias no ambiente escolar, com propostas que devem ser desenvolvidas junto aos colegas.

Localizada na Tekoa Marangatu, conhecida como Aldeia da Harmonia, onde vivem cerca de 290 moradores, a escola aposta na continuidade do projeto como forma de consolidar um espaço permanente de participação. A expectativa é que o grêmio contribua para fortalecer o vínculo entre estudantes, escola e comunidade, além de abrir caminho para a formação de novas lideranças indígenas nos próximos anos.

Por Redação RSC

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