Safra histórica da tainha transforma praias do Sul catarinense e mobiliza pescadores em SC
Safra histórica da tainha transforma praias do Sul catarinense e mobiliza pescadores em SC
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Imagem Reprodução Internet - Safra histórica da tainha transforma praias do Sul catarinense e mobiliza pescadores em SC
Registro aéreo mostrou cerca de 20 mil peixes cercados em Garopaba, enquanto captura em Imbituba chegou a aproximadamente 70 toneladas durante a temporada de pesca artesanal
A temporada da pesca da tainha em Santa Catarina ganhou cenas impressionantes nesta semana e voltou a movimentar comunidades pesqueiras do litoral sul do estado. Em Garopaba, um gigantesco cardume chamou atenção ao formar uma extensa “mancha escura” no mar cristalino da Praia da Vigia. Já em Imbituba, pescadores artesanais registraram uma captura considerada histórica, com cerca de 70 toneladas de tainha retiradas do mar em apenas dois lanços.
As imagens aéreas feitas pelo morador Luiz Henrique da Silva mostram o momento em que milhares de peixes ficaram concentrados próximos à faixa de areia durante a operação realizada na manhã de segunda-feira (25). Segundo estimativa atribuída ao autor do registro, aproximadamente 20 mil tainhas foram cercadas pelos pescadores no lanço realizado na praia. O vídeo rapidamente repercutiu entre moradores e admiradores da pesca artesanal pela dimensão do cardume e pelo contraste visual criado pela concentração dos peixes sobre a água transparente.
A captura em Garopaba aconteceu durante a safra oficial da tainha, iniciada em 1º de maio em Santa Catarina. Conforme descrito no registro, a operação exigiu coordenação entre vigias posicionados em pontos elevados, pescadores responsáveis pela embarcação e equipes que permaneceram na faixa de areia auxiliando no recolhimento das redes. A prática segue um modelo tradicional mantido há gerações pelas comunidades pesqueiras catarinenses.
Enquanto Garopaba registrava uma das cenas mais marcantes da temporada, Imbituba também entrou em destaque na safra de 2026. Na Praia de Itapirubá Norte, pescadores retiraram aproximadamente 70 toneladas de tainha em dois lanços, resultado tratado como histórico pelos trabalhadores da atividade. Nesse tipo de captura, os peixes não são contados individualmente, mas pesados após a retirada do mar, método considerado mais viável para grandes volumes.
Além da repercussão visual e cultural, a safra da tainha possui forte impacto econômico para o litoral catarinense. Durante o período, a circulação do peixe movimenta peixarias, restaurantes, mercados, ranchos e vendas diretas, além de gerar renda para centenas de famílias ligadas à pesca artesanal. Em muitas praias, a rotina muda completamente durante os meses de safra, com embarcações, redes e equipes de apoio ocupando a faixa de areia diariamente.
O deslocamento dos cardumes ocorre durante a migração reprodutiva da espécie, quando as tainhas deixam a região da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, em direção ao Norte do país. Mudanças de vento, temperatura da água e condições do mar são observadas constantemente pelos pescadores antes da realização dos lanços. A presença dos vigias nos costões e dunas segue sendo uma das etapas mais importantes da atividade.
A temporada deste ano também ocorre sob novas regras para a pesca da tainha em Santa Catarina, com limite maior de captura autorizado para o arrasto de praia, modalidade tradicional da pesca artesanal. Em cidades como Imbituba, Garopaba, Laguna, Bombinhas e Florianópolis, a safra continua sendo uma das manifestações culturais e econômicas mais relevantes do litoral catarinense.
As capturas registradas nos últimos dias reforçam a expectativa positiva para a sequência da temporada de 2026, considerada por pescadores uma das mais promissoras dos últimos anos no litoral sul de Santa Catarina.
Por Redação RSC

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