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Tensão global pressiona mercados e dólar volta a R$ 5; Bolsa brasileira registra forte queda

  • Imagem Reprodução Internet - Tensão global pressiona mercados e dólar volta a R$ 5; Bolsa brasileira registra forte queda

Cenário internacional, decisão do Fed e expectativa por juros no Brasil ampliam cautela entre investidores

A combinação de incertezas externas e decisões de política monetária levou o mercado financeiro a um dia de forte volatilidade nesta quarta-feira (29). No Brasil, o dólar voltou a ultrapassar a marca de R$ 5, enquanto a Bolsa registrou queda superior a 2%, refletindo um ambiente global mais adverso e aumento da aversão ao risco.

Ao longo do pregão, a moeda norte-americana ganhou força gradualmente. Após abrir próxima da estabilidade, em torno de R$ 4,98, o dólar passou a subir com maior intensidade após a abertura dos mercados nos Estados Unidos, encerrando o dia cotado a R$ 5,001. Na máxima, atingiu R$ 5,01 no meio da tarde, acompanhando o movimento internacional de valorização da moeda frente a divisas de diversos países.

No mercado acionário, o impacto foi ainda mais expressivo. O Ibovespa fechou aos 184.750 pontos, com recuo de 2,05%, atingindo o menor nível desde o fim de março. Durante a sessão, o índice oscilou mais de 4 mil pontos entre mínima e máxima, evidenciando a instabilidade. A queda intensifica uma sequência negativa recente e amplia o distanciamento da máxima histórica registrada em abril.

Entre os fatores que influenciaram o comportamento dos ativos, o cenário externo teve papel central. A decisão do Federal Reserve de manter os juros nos Estados Unidos entre 3,50% e 3,75% ao ano veio acompanhada de sinais de preocupação com a inflação e com o aumento das incertezas globais. Paralelamente, o agravamento das tensões no Oriente Médio elevou o nível de cautela nos mercados internacionais.

A reação também foi percebida no mercado de commodities. Os preços do petróleo avançaram de forma significativa, com o barril do tipo WTI fechando a US$ 106,88 e o Brent a US$ 110,44. A alta está ligada ao receio de interrupções no fornecimento global, especialmente em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, o que reforça pressões inflacionárias em escala mundial.

No ambiente doméstico, os investidores operaram ao longo do dia atentos à decisão do Comitê de Política Monetária. O corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, levando a Selic para 14,5% ao ano, foi anunciado apenas após o fechamento dos mercados, o que manteve a expectativa elevada durante toda a sessão.

O cenário, marcado por fatores externos e decisões econômicas relevantes, indica que a volatilidade deve permanecer no radar dos investidores nos próximos dias, especialmente diante da evolução do quadro geopolítico e dos próximos passos das autoridades monetárias no Brasil e no exterior.

Por Redação RSC

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