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Professor da UFSC é afastado após denúncias de assédio em Florianópolis
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Foto: Divulgação/ UFSC - Professor da UFSC é afastado após denúncias de assédio em Florianópolis
Docente responde a processos administrativos e caso gerou protestos de estudantes no campus
Um professor da Universidade Federal de Santa Catarina, no campus Trindade, em Florianópolis, foi afastado de suas funções no dia 9 de abril após denúncias de assédio sexual envolvendo alunas. As informações foram apuradas e divulgadas pelo portal ND Mais.
As denúncias foram recebidas pelo Departamento de Processo Disciplinar da universidade, que instaurou dois Processos Administrativos Disciplinares contra o docente. Segundo a instituição, ao menos um dos procedimentos trata diretamente de assédio sexual e reúne múltiplos relatos. O afastamento foi determinado por 60 dias, período em que o professor ficará sem remuneração.
Como os processos ainda estão em fase inicial e para preservar as denunciantes, o nome do professor não foi divulgado.
O caso ganhou repercussão dentro do campus após manifestações organizadas por estudantes. No dia 26 de março, paredes do Centro de Comunicação e Expressão foram cobertas com cartazes e capturas de tela de conversas atribuídas ao docente com alunas, além de uma publicação feita por ele em 2025 sobre o assassinato de Catarina Kasten.
Catarina era estudante da universidade e foi vítima de estupro e homicídio em uma trilha na Praia do Matadeiro, em novembro de 2025. Na época, houve mobilização para renomear o local em sua homenagem. O professor chegou a comentar o caso em uma rede social, classificando o episódio como “imprudência”, mas apagou a publicação horas depois.
Além dos cartazes, estudantes relataram nas redes sociais episódios de assédio que teriam ocorrido ao longo de vários anos. Algumas declarações apontam que o comportamento do professor já era conhecido desde pelo menos 2014, com denúncias envolvendo mensagens enviadas a alunas.
Após os protestos, as aulas do docente foram suspensas. Em nova manifestação realizada no início de abril, estudantes se reuniram em frente à reitoria para cobrar providências. O reitor da universidade, Irineu Manoel de Souza, decidiu então pelo afastamento temporário do professor.
A área segue sob apuração interna, e a defesa do docente foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação das informações.
Por Redação RSC, com informações da ND Mais

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