Liberdade de imprensa no mundo atinge pior nível em 25 anos, aponta relatório
Liberdade de imprensa no mundo atinge pior nível em 25 anos, aponta relatório
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Foto: Reprodução/ Internet - Liberdade de imprensa no mundo atinge pior nível em 25 anos, aponta relatório
Levantamento da Repórteres Sem Fronteiras mostra tendência global de queda, enquanto Brasil sobe 58 posições desde 2022
A liberdade de imprensa no mundo atingiu seu pior nível nos últimos 25 anos, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (30) pela organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras. O estudo indica que a pontuação média global caiu ao menor patamar da série histórica, refletindo uma deterioração contínua das condições para o exercício do jornalismo.
De acordo com o diretor da entidade para a América Latina, Artur Romeu, o cenário negativo não é resultado de uma queda abrupta recente, mas de um processo gradual ao longo dos anos. A análise da série histórica revela uma tendência persistente de declínio, culminando no índice mais baixo já registrado.
Apesar do contexto global adverso, o Brasil aparece como um ponto fora da curva. O país avançou 58 posições no ranking desde 2022, destacando-se em meio à piora observada na maioria das nações avaliadas.
O relatório aponta que a redução da liberdade de imprensa está associada a múltiplos fatores, incluindo o enfraquecimento de democracias e o aumento de hostilidade contra jornalistas. Em diferentes regiões, profissionais e veículos de comunicação têm sido alvo de ataques, além de serem frequentemente retratados como adversários por atores políticos, o que contribui para a ampliação da desinformação.
Nas Américas, o cenário também é considerado preocupante. Países como Estados Unidos, Argentina, Peru e Equador registraram piora nos indicadores. O México segue como o país mais perigoso para o exercício do jornalismo no continente, com mais de 150 jornalistas assassinados desde 2010, segundo o levantamento.
A organização ressalta que garantir a liberdade de imprensa vai além da ausência de censura direta. Para reverter a tendência de queda, especialistas defendem a adoção de políticas públicas que fortaleçam o setor, incluindo mecanismos de proteção a jornalistas, regulação de plataformas digitais e incentivos à pluralidade e sustentabilidade dos meios de comunicação.
O relatório também reforça a importância de compreender a liberdade de imprensa como um direito coletivo. O acesso a informações confiáveis, independentes e diversas é considerado essencial para que a população possa tomar decisões e participar de forma ativa na vida pública.
Diante desse cenário, a Repórteres Sem Fronteiras alerta que o fortalecimento do jornalismo é um elemento central para a preservação das democracias e para a garantia de uma sociedade bem informada.
Por Redação RSC, com informações da Agência Brasil

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