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Operação militar dos EUA derruba Nicolás Maduro e provoca crise política na Venezuela
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Imagem Reprodução Internet - Operação militar dos EUA derruba Nicolás Maduro e provoca crise política na Venezuela
Líder venezuelano é capturado em ação de grande escala ordenada por Donald Trump; vice Delcy Rodríguez assume comando interino enquanto Washington fala em “administrar o país”
A Venezuela vive um dos momentos mais turbulentos de sua história recente após a captura do presidente deposto Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. A operação, realizada entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado (4), marcou o ápice de meses de tensão entre os governos de Caracas e Washington. Horas depois da ação, Maduro desembarcou algemado em Nova York para responder a acusações federais de tráfico de drogas, armas e narcoterrorismo.
A ofensiva militar norte-americana envolveu cerca de 150 aeronaves, responsáveis por neutralizar as defesas aéreas venezuelanas e abrir caminho para o deslocamento de tropas para Caracas. A missão durou pouco mais de duas horas e provocou intensa resistência, resultando em ao menos 80 mortes, entre civis e militares, segundo relatos preliminares de autoridades venezuelanas. Nenhum soldado norte-americano morreu, mas seis militares ficaram feridos.
Donald Trump, que retornou à Casa Branca no início do ano, celebrou a captura como um “marco histórico” e afirmou que os Estados Unidos pretendem “assumir o comando” da Venezuela temporariamente. O secretário de Estado Marco Rubio classificou a operação como uma ação de “aplicação da lei”, justificando a ausência de notificação prévia ao Congresso. Parlamentares democratas, porém, questionam a legalidade e exigem explicações formais.
No centro da crise está o futuro político venezuelano. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, declarou que o governo “permanece no exercício do poder” e que as Forças Armadas garantirão a governabilidade. Já a vice-presidente Delcy Rodríguez foi empossada como presidente interina em uma cerimônia reservada no sábado, com respaldo do Supremo Tribunal da Venezuela, que rejeitou a intervenção norte-americana e reafirmou Maduro como chefe de Estado legítimo. Em resposta, Rubio afirmou que Washington manterá uma “quarentena” sobre petroleiros venezuelanos e pretende influenciar a reorganização política e econômica do país: especialmente no setor petrolífero, estratégico para os EUA.
A captura de Maduro ocorre em um contexto de desgaste interno e externo. O regime, que desde a era Chávez se sustentou sobre a renda do petróleo e um discurso de revolução bolivariana, enfrentou nos últimos anos crise econômica, desgaste da estatal PDVSA, denúncias de execuções extrajudiciais, migração em massa e perda de apoio internacional. Mesmo assim, Maduro conseguiu permanecer no poder por meio do controle das instituições, alianças com Cuba, Rússia e Irã, e uma estrutura de propaganda intensa: que incluiu até a criação de um super-herói animado, o “Super Bigode”.
Agora, o ex-presidente se encontra detido no Centro de Detenção Metropolitana, no Brooklyn, onde aguardará julgamento. As acusações contra ele incluem importação de cocaína, posse de metralhadoras e conspiração para narcoterrorismo, podendo resultar em penas extremamente severas. Uma imagem divulgada pela Casa Branca mostra Maduro algemado e escoltado por agentes da DEA, simbolizando o impacto político e simbólico da operação.
Enquanto isso, a Venezuela enfrenta um novo cenário de incerteza: uma presidente interina contestada, a promessa americana de supervisão do país, divisões internas nas Forças Armadas e uma população que assiste, mais uma vez, a um capítulo decisivo da sua história sem saber qual será o desfecho. A pergunta agora é se o país seguirá sob influência norte-americana ou se o chavismo conseguirá reorganizar sua base de poder diante da prisão de seu líder.
A comunidade internacional acompanha com cautela: alguns governos denunciam “intervenção imperialista”, outros celebram o fim de um regime considerado autoritário. O futuro da Venezuela, mais uma vez, está em suspensão.
Por Redação RSC

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