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Verão sobrecarrega sistema e lixo vira problema regional em Santa Catarina

  • Foto: Otaviano Carvalho - Verão sobrecarrega sistema e lixo vira problema regional em santa catarina

Reclamações se repetem em Florianópolis, Tubarão e Imbituba, onde o aumento no fluxo de moradores temporários e turistas pressiona a coleta de resíduos e exige ações emergenciais das prefeituras

O acúmulo de lixo e as falhas na coleta de resíduos têm se consolidado como um problema regional em Santa Catarina neste início de 2026, especialmente em municípios que recebem grande fluxo de moradores temporários e turistas durante a alta temporada de verão.

Florianópolis, Tubarão e Imbituba enfrentaram, nas últimas semanas, situações semelhantes, com reclamações da população, cobranças de órgãos de controle e a necessidade de reforço emergencial nos serviços de limpeza urbana.
Na Capital, moradores de diversas regiões — Norte, Centro, Sul, Leste da Ilha e Continente — relataram acúmulo de sacolas de lixo e entulhos nas ruas desde a última sexta-feira (2).

Em nota, a Prefeitura de Florianópolis e a Comcap afirmaram que o aumento na geração de resíduos é comum neste período do ano e que a coleta segue sendo realizada regularmente, com reforço durante o verão.

Desde 15 de dezembro de 2025, a coleta nos balneários ocorre seis vezes por semana, até 28 de fevereiro de 2026.

Ainda assim, os números impressionam: a Comcap recolhe cerca de 756 toneladas de lixo por dia, volume que cresce mais de 1.200% na alta temporada.

Levantamento do portal RSC aponta que a média diária de sacos de lixo por quilômetro na orla salta de 15 para cerca de 200.

Em Tubarão, no Sul do Estado, os problemas se intensificaram no final de 2025. Falhas na atuação de empresas contratadas emergencialmente resultaram em acúmulo de resíduos e mau cheiro em vários bairros, levando o Ministério Público a cobrar explicações da Prefeitura. Diante da situação, licitações foram suspensas e a administração municipal passou a buscar novas soluções contratuais, além de anunciar investimentos em limpeza urbana, infraestrutura e na limpeza de rios, com reforço em pontos adequados para descarte de lixo eletrônico.

Já em Imbituba, no Litoral Sul, a Prefeitura confirmou atraso pontual na saída dos caminhões da empresa responsável pela coleta, mas informou que o serviço foi rapidamente reforçado com estrutura própria.

Segundo Antônio Roz, sub-secretário e responsável pelo gerenciamento dos resíduos de Imbituba, seis caminhões da prefeitura, um trator com reboque grande e outros três reboques menores entraram em operação a partir das 7h da manhã, especialmente na Barra da Ibiraquera e na Praia do Rosa.

Os números refletem o impacto da alta temporada: somente em dezembro foram coletados 1.788.320 quilos de lixo, e nos dias 2 e 3 de janeiro, 388 toneladas em apenas 48 horas.

As equipes seguem trabalhando diariamente, sem folgas desde o início de dezembro, com maior acúmulo ainda registrado no Arroio, Ibiraquera e parte do Rosa.

Os três casos evidenciam um desafio comum aos municípios catarinenses neste período do ano: o crescimento acelerado da população flutuante pressiona sistemas de coleta que já operam no limite.

O aumento no fluxo de turistas, aliado às altas temperaturas e ao consumo elevado, amplia a geração de resíduos e expõe fragilidades estruturais, enquanto a população cobra soluções rápidas e duradouras para um problema que ultrapassa fronteiras municipais.

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