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Santa Catarina lidera o país em afastamentos do trabalho por transtornos mentais
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Imagem Gerada Por IA - Santa Catarina lidera o país em afastamentos do trabalho por transtornos mentais
Estado registrou mais de 40 mil benefícios por incapacidade em 2025 e passa a enfrentar novas exigências para prevenção da saúde mental no ambiente de trabalho
Santa Catarina encerrou 2025 como o estado brasileiro com a maior taxa proporcional de afastamentos do trabalho por transtornos mentais e comportamentais. Dados da Previdência Social apontam que 40.280 benefícios por incapacidade foram concedidos ao longo do ano em decorrência desses diagnósticos.
Na prática, isso representa aproximadamente um afastamento para cada 203 habitantes, o maior índice do país. Entre 2021 e 2025, o número acumulado de benefícios relacionados à saúde mental no estado chegou a 129.315 concessões, evidenciando o crescimento dos casos nos últimos anos.
O levantamento coloca Santa Catarina à frente de outros estados com grande população e forte atividade econômica. O Rio Grande do Sul aparece na sequência, com um benefício para cada 233 habitantes, seguido por Minas Gerais, com um para cada 250, e São Paulo, onde a proporção foi de um afastamento para cada 305 moradores.
Em todo o Brasil, a Previdência Social concedeu 559.983 benefícios por incapacidade relacionados a transtornos mentais e comportamentais em 2025, o maior número já registrado desde o início da série histórica. Os benefícios são destinados aos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comprovam incapacidade para exercer suas atividades profissionais por meio de avaliação médica. O auxílio pode ser concedido de forma temporária, quando há expectativa de recuperação, ou convertido em aposentadoria por incapacidade permanente nos casos em que não há possibilidade de reabilitação para o trabalho.
O avanço desses indicadores ocorre em meio a mudanças na legislação trabalhista. Desde 26 de maio deste ano, está em vigor a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que tornou obrigatória a inclusão dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das empresas. Com a nova regra, organizações devem identificar, avaliar e adotar medidas para reduzir fatores que possam comprometer a saúde mental dos trabalhadores. Entre os principais riscos estão a pressão excessiva por resultados, jornadas prolongadas, assédio moral, burnout, ambientes de trabalho considerados tóxicos e falhas na comunicação interna.
Especialistas em gestão de pessoas destacam que a atualização da norma exige uma mudança na cultura organizacional das empresas, com maior atenção à prevenção, ao bem-estar dos colaboradores e à criação de ambientes de trabalho mais saudáveis, buscando reduzir o número de afastamentos relacionados ao adoecimento mental.
Por Redação RSC, com informações Folha Regional.

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