Mergulhador é preso em Imbituba em operação da PF contra tráfico internacional
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Foto Divulgação PF - Mergulhador é preso em Imbituba em operação da PF contra tráfico internacional
Investigação aponta uso de portos catarinenses para envio de cocaína à Europa e África; organização criminosa também é alvo por lavagem de dinheiro
Um mergulhador foi preso em Imbituba, no Sul de Santa Catarina, durante a Operação Tirocinium, deflagrada pela Polícia Federal para combater um esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu ontem e teve como foco uma organização criminosa suspeita de utilizar portos catarinenses para enviar cocaína à Europa e à África.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados atuavam nos portos de Imbituba, Navegantes e Itapoá. As apurações apontam que mergulhadores eram responsáveis por esconder drogas em cascos de navios cargueiros antes das embarcações seguirem para o exterior.
Além da prisão em Imbituba, outros dois mergulhadores foram detidos em Tijucas e São Francisco do Sul. Segundo os investigadores, o grupo utilizava técnicas subaquáticas para fixar compartimentos com entorpecentes nas estruturas das embarcações.
A operação mobilizou equipes em diferentes cidades e inclui o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o bloqueio de bens e contas bancárias dos suspeitos investigados por participação no esquema criminoso.
Conforme a Polícia Federal, a organização atuava de forma estruturada e tinha como principal objetivo enviar grandes carregamentos de cocaína para outros continentes por meio da logística portuária catarinense.
Durante o período de investigação, aproximadamente 4,6 toneladas de cocaína foram apreendidas em ações relacionadas ao grupo.
A Polícia Federal não informou quantas pessoas são investigadas ao todo nem detalhes sobre os materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados.
Os suspeitos poderão responder por tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis ramificações do esquema em outros estados e países.
Por Redação RSC

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