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Ministério Público investiga suspensão do uso de câmeras corporais pela PM de SC
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Imagem reprodução - Ministério Público investiga suspensão do uso de câmeras corporais pela PM de SC
Caso ganhou repercussão após a advogada Aline Borges da Silva e sua mãe, servidora pública, serem agredidas por policiais militares em um supermercado em Içara
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou um inquérito civil para investigar a suspensão do uso de câmeras corporais pela Polícia Militar, anunciada em setembro. Santa Catarina foi o primeiro estado do Brasil a adotar o equipamento, que, segundo o MPSC, contribui para fortalecer provas, reduzir índices criminais, combater a violência e controlar o uso da força policial.
A decisão de suspender o programa foi tomada após o Estado-Maior da Polícia Militar apontar problemas técnicos, como falta de manutenção, armazenamento insuficiente e falhas no acionamento dos dispositivos. A empresa fornecedora afirmou que a manutenção não foi renovada por decisão da própria PM, o que resultou no encerramento do contrato.
O caso ganhou repercussão após a advogada Aline Borges da Silva e sua mãe, servidora pública, serem agredidas por policiais militares em um supermercado em Içara. A ausência das câmeras corporais impossibilitou o registro oficial da abordagem, que foi filmada por testemunhas.
Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Santa Catarina já haviam solicitado a continuidade do uso das câmeras até que outra solução tecnológica fosse implementada, mas o pedido não foi atendido.
A suspensão do programa levanta preocupações sobre a falta de registros confiáveis em operações policiais, que, segundo o Ministério da Justiça, são fundamentais tanto para proteger os agentes quanto para garantir a transparência das ações.
Por Redação RSC, com informações G1

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