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PF desmonta plano para assassinar Lula, Alckmin e Moraes em operação realizada nesta terça-feira (19)
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Imagem Andressa Anholete/Bloomberg via Getty Images - PF desmonta plano para assassinar Lula, Alckmin e Moraes em operação realizada nesta terça-feira (19)
Operação revelou que os conspiradores tinham conexões diretas com financiadores de atos golpistas
Uma operação da Polícia Federal (PF) realizada nesta terça-feira (19) prendeu cinco pessoas acusadas de planejar um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de restringir a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta, o plano para assassinar os líderes “só não ocorreu por detalhes”.
O grupo pretendia envenenar Lula, Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, em ações articuladas após as eleições de 2022. A operação revelou que os conspiradores tinham conexões diretas com financiadores de atos golpistas e integrantes de acampamentos em frente a quartéis, apontados como fomentadores dos ataques ao Congresso Nacional, ao STF e ao Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro de 2023.
Conexões reveladas
De acordo com Pimenta, há uma clara relação entre o plano de execução e os atos de 8 de janeiro. “Os mesmos personagens que financiaram e organizaram os acampamentos em frente aos quartéis também participaram desses episódios. A tentativa de explosão de um caminhão próximo ao aeroporto de Brasília e a invasão às sedes dos Três Poderes foram parte de um mesmo enredo golpista”, afirmou.
As investigações identificaram a participação de militares na articulação dos atos, com encontros realizados em locais estratégicos, como a casa do ex-ministro Braga Netto. A operação também apontou conexões com grupos que se autodenominam "kids pretos", referência a supostos codinomes usados para comunicações clandestinas.
Impacto da operação
O desmantelamento do grupo é considerado um avanço significativo para responsabilizar os envolvidos nos ataques à democracia brasileira. “Essas pessoas precisam responder por seus atos. O trabalho da PF hoje é crucial para garantir que a justiça seja feita e para impedir novas ameaças ao Estado Democrático de Direito”, destacou o ministro Pimenta.
A investigação segue em andamento, e a expectativa é de novas revelações sobre a extensão da conspiração e seus financiadores.
Por Redação RSC

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