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Agora começou de verdade: o que achei da 2ª temporada de One Piece na Grand Line

  • Imagem Reprodução Internet - Agora começou de verdade: o que achei da 2ª temporada de One Piece na Grand Line

Por Allan Royer

Eu sempre falei isso para quem me pergunta sobre One Piece: a história começa de verdade quando entra na Grand Line. O começo é bom, apresenta os personagens, constrói a base, mas é depois disso que a obra do Eiichiro Oda vira aquele absurdo que a gente conhece. Por isso eu estava muito curioso para ver como a segunda temporada do live-action da Netflix ia lidar com essa parte. E depois de assistir, a sensação que ficou é bem clara… não é perfeita, mas dá pra ver que a série está muito mais confiante do que na primeira temporada.

A nova fase leva o Luffy e os Chapéus de Palha para a Grand Line e começa a entrar em arcos muito mais complicados de adaptar, com poderes de akuma no mi, criaturas gigantes, personagens exagerados e aquele clima que só funciona no anime se não tomar cuidado. E aí vem um dos maiores acertos da série: ela não tenta deixar One Piece sério demais. Continua colorido, continua meio bobo, continua dramático e exagerado, exatamente como tem que ser. Se tentassem fazer uma versão mais realista, ia dar muito errado.

Também dá pra perceber que o mundo está maior. A história começa a expandir mais, aparece a Baroque Works, a Marinha ganha mais espaço, novos personagens entram e já dá pra sentir que estão preparando terreno para Alabasta, que para muita gente é o arco onde One Piece vira gigante de verdade. A série não está só copiando o anime, está adaptando de um jeito que funcione como série, mudando ritmo, reorganizando algumas coisas e tentando deixar tudo mais natural para quem não conhece a obra original.

Agora, se tem uma coisa que eu estava muito curioso para ver nessa temporada era o Chopper. E eu admito que estava com medo de ficar estranho.

O Chopper é um dos personagens mais difíceis de adaptar, porque ele é pequeno, emotivo, exagerado e ao mesmo tempo muito importante para a história. Quando ele apareceu, deu pra ver que a produção teve bastante cuidado. O visual é diferente do anime, claro, mas funciona dentro do live-action, e o jeito do personagem continua ali. Ele ainda é tímido, sensível e meio perdido, exatamente como deveria ser. Pelas reações que eu vi, muita gente também ficou surpresa de forma positiva, porque era um dos pontos que mais gerava desconfiança antes da temporada sair.

Outros personagens novos também ficaram bem fiéis. Smoker, membros da Baroque Works e vários nomes que aparecem nessa parte da história mantêm a essência do anime, sem parecer fantasia exagerada demais e sem ficar sério demais. E isso não é fácil, porque a partir daqui One Piece fica cada vez mais estranho, com poderes, criaturas e situações que podem virar bagunça se a adaptação não souber dosar.

Claro que ainda tem coisas para ajustar. O Iñaki Godoy continua carismático como Luffy, mas em alguns momentos parece que ainda está tentando encontrar o tom perfeito do personagem, que talvez seja o mais difícil de todos. O Usopp funciona muito bem no humor, mas às vezes no drama não convence tanto. Não chega a estragar, mas dá pra notar.

Mesmo assim, a sensação que fica no final dessa segunda temporada é que o live-action finalmente encontrou o caminho.

Parece uma série que entende melhor o próprio mundo, entende melhor os personagens e não tem mais tanto medo de mostrar o lado mais maluco de One Piece.

E isso é importante, porque se a adaptação quer chegar até Alabasta e continuar depois disso, vai precisar abraçar de vez esse universo estranho, exagerado e emocional que fez tanta gente gostar da obra do Oda.

Se continuar nesse ritmo, dá pra dizer sem exagero: agora sim o live-action começou de verdade.


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