Após liberação do governo, pescadores de SC já capturaram 125 toneladas de tainha
Após liberação do governo, pescadores de SC já capturaram 125 toneladas de tainha
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Foto Divulgação Reprodução - Após liberação do governo, pescadores de SC já capturaram 125 toneladas de tainha
Dados atualizados pelo Ministério da Pesca mostram que restam cerca de 74 toneladas para atingir o limite autorizado na região
Os pescadores do Litoral Sul de Santa Catarina já capturaram mais de 60% da cota extra de tainha liberada pelo governo federal para a safra de 2026. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), por meio do painel oficial de monitoramento da atividade.
Segundo o levantamento, das 200 toneladas adicionais autorizadas para a região, 125,5 toneladas já foram retiradas do mar, o que representa 63% do limite estabelecido. Com isso, restam aproximadamente 74,4 toneladas para que a cota seja totalmente preenchida.
No Litoral Norte catarinense, onde o governo federal liberou uma cota complementar de 230 toneladas, a captura chegou a 84,2 toneladas, equivalente a 37% do total permitido. Ainda há cerca de 145,7 toneladas disponíveis para pesca na região.
A ampliação das cotas foi autorizada após o encerramento antecipado da safra, determinado pelo governo federal quando a captura atingiu 90% do limite inicialmente estabelecido. A medida gerou insatisfação entre pescadores catarinenses, que viviam uma temporada considerada histórica, marcada por grandes cardumes e redes cheias ao longo da costa.
Desde 2018, a pesca da tainha em Santa Catarina é controlada por meio de cotas definidas pelo governo federal. No entanto, somente a partir de 2025 o sistema passou a ser aplicado também à modalidade de arrasto de praia, uma das mais tradicionais praticadas pelas comunidades pesqueiras do estado.
Para a safra de 2026, o limite inicial havia sido ampliado de 1,1 mil para 1,3 mil toneladas antes da liberação das cotas extras para os litorais Norte e Sul.
De acordo com o Ministério da Pesca, a definição dos limites considera estudos sobre os estoques da espécie, dados de produção, registros de captura e discussões envolvendo pesquisadores, cientistas, representantes do setor pesqueiro e governos estaduais.
O governo federal afirma que as cotas têm como objetivo garantir a sustentabilidade da atividade e a preservação da espécie para as próximas temporadas. A pesca ocorre durante o período de migração reprodutiva da tainha, quando os cardumes se aproximam da costa e se tornam mais acessíveis às comunidades pesqueiras, especialmente aos pescadores artesanais.
Segundo o ministério, o controle da captura é fundamental para evitar a sobrepesca e assegurar a manutenção dos estoques da espécie nos próximos anos.
Por Redação RSC

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