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Casal deixa a polícia na Argentina, abre cafeteria em SC e sonha com novo título da seleção

  • Foto Divulgação Reprodução - G1 - Casal deixa a polícia na Argentina, abre cafeteria em SC e sonha com novo título da seleção

Aposentados da polícia de Buenos Aires, Marcela e Claudio vivem em Florianópolis desde 2021, onde abriram uma cafeteria e acompanham de perto a trajetória da seleção argentina

A expectativa pela estreia da Argentina na Copa do Mundo de 2026 tem movimentado não apenas os torcedores no país vizinho, mas também milhares de argentinos que vivem no Brasil. Em Florianópolis, um casal que trocou a carreira policial por uma nova vida no litoral catarinense acompanha com emoção o que pode ser a última participação de Lionel Messi em um Mundial.

Marcela Murillo, de 55 anos, e Claudio Marcelo Galarza, de 57, viveram por cerca de três décadas na força policial de Buenos Aires. Após a aposentadoria, em 2021, decidiram mudar de país e escolheram Canasvieiras, no Norte da Ilha de Santa Catarina, para recomeçar a vida.

Hoje, os dois administram uma cafeteria que se tornou ponto de encontro para argentinos e brasileiros na região.

Apaixonado por futebol, Claudio guarda uma lembrança permanente da conquista argentina na Copa do Mundo de 2022. Após prometer que faria uma tatuagem da taça caso a seleção fosse campeã, ele cumpriu o combinado logo após a vitória sobre a França na final disputada no Catar.

Agora, o sentimento é diferente. Para o casal, a participação de Lionel Messi na Copa de 2026 representa o encerramento de uma era para o futebol argentino.

Segundo eles, a despedida do craque dos Mundiais traz uma mistura de orgulho, gratidão e nostalgia. Apesar da confiança na equipe comandada pela Argentina, Claudio acredita que a disputa pelo título será equilibrada e aponta Brasil, Espanha e Argentina como os principais candidatos ao troféu.

Casal deixa a polícia na Argentina, abre cafeteria em SC e sonha com novo título da seleçãoFoto Divulgação Reprodução - G1

A decisão de deixar a Argentina foi motivada pela busca por mais tranquilidade. Frequentadores de Florianópolis durante as férias, Marcela e Claudio já conheciam a região e decidiram transformá-la em lar quando chegaram à aposentadoria.

A mudança incluiu a filha mais nova do casal, que tinha apenas 10 anos quando chegou ao Brasil. Atualmente com 15 anos, a adolescente está totalmente integrada à cultura local, segundo os pais.

A família destaca que a adaptação ocorreu de forma natural e que a jovem já incorporou hábitos, expressões e costumes típicos de Florianópolis.

Sem planos iniciais de empreender, o casal encontrou no comércio uma forma de continuar ativo após a aposentadoria. O negócio começou de maneira modesta, mas cresceu ao longo dos últimos anos e passou a atrair uma clientela cada vez mais diversificada.

Entre os produtos oferecidos, o principal destaque são as medialunas de manteiga, tradicional receita argentina semelhante ao croissant, mas com características próprias de sabor e textura.

O produto se tornou o mais procurado da cafeteria e ajudou a consolidar o estabelecimento como uma referência para quem busca sabores típicos da Argentina em Florianópolis.

Enquanto administram o negócio e acompanham o movimento da cidade, Marcela e Claudio seguem atentos aos jogos da seleção argentina, vivendo a expectativa de mais uma Copa do Mundo e, possivelmente, da última participação de Lionel Messi no maior torneio do futebol mundial.

Por Redação RSC – Informações G1


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