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Hamas aceita proposta de cessar-fogo com Israel após 15 meses de conflito em Gaza
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Imagem Reuters/Dawoud Abu Alkas - Hamas aceita proposta de cessar-fogo com Israel após 15 meses de conflito em Gaza
Conflito já causou mais de 45 mil mortes e acordo depende da retirada gradual de tropas israelenses
Nesta quarta-feira (15), o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) anunciou que aceitou a proposta de cessar-fogo com Israel, visando suspender o conflito na Faixa de Gaza que já dura mais de 15 meses. Segundo o grupo palestino, a resposta foi entregue aos mediadores do Catar e Egito após uma reunião de emergência.
Em comunicado oficial, o Hamas afirmou: “O movimento afirma que respondeu de forma responsável e positiva à proposta, guiado por seu compromisso com nosso povo firme na Faixa de Gaza para deter a agressão sionista e acabar com os massacres e a guerra genocida em andamento à qual estão sendo submetidos.”
O cessar-fogo prevê:
1. Primeira fase (6 semanas):
- Retirada gradual das tropas israelenses de Gaza;
- Libertação de reféns mantidos pelo Hamas em troca de prisioneiros palestinos detidos por Israel.
A prioridade será dada a mulheres, crianças, homens acima de 50 anos, feridos ou doentes.
2. Segunda fase:
- Após 16 dias de cessar-fogo, liberação dos demais prisioneiros, incluindo soldados.
3. Última fase:
- Discussão sobre a formação de um governo alternativo para Gaza, excluindo o Hamas, e planos para a reconstrução da região.
Reações internacionais
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, afirmou durante evento no Atlantic Council: “O acordo estava apenas dependendo da resposta do Hamas.”
Em uma rede social, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou:
“[Meu governo continuará a] trabalhar em estreita colaboração com Israel e nossos Aliados para garantir que Gaza NUNCA mais se torne um refúgio seguro para terroristas. Continuaremos promovendo a PAZ ATRAVÉS DA FORÇA em toda a região, à medida que construímos o ímpeto deste cessar-fogo para expandir ainda mais os Acordos Históricos de Abraão.”
Polêmica em Israel
O acordo enfrenta resistência interna no governo israelense. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, criticou duramente a proposta e afirmou: “Apelo ao meu amigo, o Ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, para que se junte a mim numa cooperação total contra o terrível acordo que está a ser forjado e para que informemos juntos, de forma clara e decisiva, que, se o acordo for aprovado, nós nos retiraremos do governo juntos.”
O confronto atual teve início em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas lançou ataques a Israel, em parte devido à crescente pressão dos Acordos de Abraão, que normalizam as relações entre Israel e países árabes. O conflito ocorre no contexto mais amplo da disputa israelense-palestina, que remonta a 1948.
Por Redação RSC, com informações Agência Brasil

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