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‘Poderia ser qualquer uma de nós’: morte de estudante de 19 anos provoca revolta em SC
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Foto Divulgação Reprodução - ‘Poderia ser qualquer uma de nós’: morte de estudante de 19 anos provoca revolta em SC
Joviana Evelyn Iankovsky havia acabado de ingressar em Ciências Biológicas quando foi morta; ato na Unesc também pediu o fim da violência contra mulheres
Estudantes da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), em Criciúma, realizaram uma homenagem a Joviana Evelyn Iankovsky, de 19 anos, vítima de feminicídio em Sangão, no Sul de Santa Catarina. O ato ocorreu na noite de segunda-feira (10) e reuniu dezenas de universitários em uma manifestação de luto e de combate à violência contra as mulheres.
Joviana havia iniciado o curso de Ciências Biológicas na universidade no dia 3 de agosto, poucos dias antes de ser morta. A jovem tinha planos relacionados à formação acadêmica, viagens e ao futuro profissional, segundo relatos de amigos publicados nas redes sociais.
Durante a manifestação, cartazes com a frase “Evelyn presente” foram espalhados pela universidade. Uma faixa também chamou atenção ao destacar que “toda estudante merece chegar viva à formatura”. O prédio do Diretório Central dos Estudantes (DCE) recebeu uma pintura em homenagem à jovem.
O crime aconteceu na sexta-feira (7), de acordo com as informações repassadas pelo delegado responsável pelo caso, Murilo Silveira da Cunha. Segundo a investigação, Joviana teria sido morta pelo namorado após uma discussão entre os dois.
O corpo da jovem foi localizado somente na segunda-feira (10), na residência do suspeito, três dias depois do crime. Conforme o delegado, o homem teria utilizado um golpe conhecido como “mata-leão”. Aos investigadores, ele afirmou que não pretendia matar a vítima, mas deixá-la inconsciente para impedir que ela deixasse o imóvel.
O suspeito se entregou à polícia e foi preso. O caso é investigado como feminicídio.
A morte de Joviana provocou comoção entre colegas e amigos, que destacaram os projetos que ela tinha para a vida. Entre os sonhos mencionados estavam concluir a graduação em Biologia, conhecer países da África, viajar, aprender outros idiomas e participar da própria formatura.
A mobilização na universidade também se transformou em um ato de protesto. Para os estudantes, a homenagem busca manter a memória da jovem e chamar atenção para a violência contra mulheres.
Mensagens compartilhadas por amigos reforçaram a dimensão da perda e lembraram os planos que Joviana havia começado a construir poucos dias antes de iniciar a faculdade.
A manifestação na Unesc terminou com uma mensagem de alerta sobre a necessidade de combater situações de violência contra mulheres e de garantir que estudantes possam frequentar a universidade e voltar para casa em segurança.
Por Redação RSC

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