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Santa Catarina chega a 30 prefeitos presos desde 2020

  • Foto Divulgação Reprodução - Santa Catarina chega a 30 prefeitos presos desde 2020

Prisão do prefeito de Balneário Piçarras eleva número de gestores detidos para mais de 10% dos municípios catarinenses

Santa Catarina chegou à marca de 30 prefeitos presos durante o exercício do mandato desde agosto de 2020. O número representa mais de 10% das 295 cidades do estado. O caso mais recente ocorreu nesta terça-feira (19), com a prisão do prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), durante uma operação que investiga suspeitas de fraude e corrupção em obras públicas.

A detenção ocorreu no âmbito da Operação Regalo, que apura irregularidades relacionadas à contratação e execução de serviços públicos no município do Litoral Norte catarinense.

O primeiro prefeito preso no período foi Orildo Antônio Severgnini (MDB), então chefe do Executivo de Major Vieira, no Norte do estado. Ele foi alvo da operação “Et Pater Filium”, que investigava crimes de corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

Entre as operações realizadas nos últimos anos, a Operação Mensageiro foi a que resultou no maior número de prefeitos presos em Santa Catarina. Ao todo, 17 gestores foram detidos durante a investigação, que apura um suposto esquema criminoso envolvendo contratos de coleta e destinação de lixo em diversas prefeituras catarinenses.

Atualmente, todos os prefeitos presos na Operação Mensageiro respondem aos processos em liberdade.

Entre os nomes que passaram pela investigação estão os ex-prefeitos Joares Ponticelli (PP), de Tubarão, Clésio Salvaro (PSD), de Criciúma, Antônio Ceron (PSD), de Lages, e Patrick Corrêa (Republicanos), de Imaruí. Este último chegou a ser reeleito após a prisão.

Levantamento mostra que o MDB é o partido com maior número de prefeitos presos no período, somando nove casos. Em seguida aparecem PP, com seis gestores detidos, PL, com cinco, e PSD, com quatro.

Também registraram prisões de prefeitos os partidos Republicanos, Podemos, PT, PSDB, Patriota e o antigo PSL.

Além de prisões preventivas, os casos resultaram em afastamentos, renúncias, condenações e processos judiciais ainda em andamento.

Os prefeitos presos desde 2020 foram alvos de operações como Mensageiro, Fundraising, Caronte, Terra Nostra, Coleta Seletiva, Travessia e Regalo, entre outras investigações conduzidas por forças policiais e órgãos de controle.

As operações investigam suspeitas de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro, desvios de recursos públicos e irregularidades em contratos municipais.

Por Redação RSC - Informações G1


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