Caminhoneiros confirmam paralisação em Imbituba e aderem a greve nacional após aumento do diesel
Caminhoneiros confirmam paralisação em Imbituba e aderem a greve nacional após aumento do diesel
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Foto: Helvio Romero/Estadão - Caminhoneiros confirmam paralisação em Imbituba e aderem a greve nacional após aumento do diesel
Categoria que atua no transporte de cargas, especialmente na operação portuária, decidiu suspender atividades a partir desta quinta-feira após assembleia
Motoristas que atuam no transporte de cargas em Imbituba decidiram aderir à paralisação nacional da categoria após novo aumento no preço do diesel. A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta semana, e a mobilização deve começar oficialmente nesta quinta-feira (19), com impacto direto nas operações logísticas ligadas ao porto e ao transporte rodoviário.
O movimento envolve principalmente caminhoneiros autônomos e profissionais que trabalham na movimentação de contêineres e cargas pesadas. A paralisação ocorre de forma coordenada com outros polos portuários do país, incluindo cidades do Sul e Sudeste, onde a categoria também aprovou a suspensão das atividades.
Segundo representantes do setor, o principal motivo da greve é o aumento no valor do combustível, que elevou os custos das viagens sem que houvesse reajuste proporcional no preço do frete. A categoria afirma que a situação se tornou inviável financeiramente, principalmente para motoristas autônomos, que arcam diretamente com despesas como diesel, manutenção e pedágios.
Outro ponto de reivindicação é o chamado mecanismo de reajuste automático do frete, previsto para ser aplicado sempre que houver aumento no preço do combustível. De acordo com os caminhoneiros, essa regra não vem sendo cumprida, o que faz com que muitos profissionais acabem trabalhando abaixo da tabela mínima estabelecida para o transporte de cargas.
A paralisação também ocorre após tentativas de negociação consideradas frustradas pela categoria. Entidades que representam os transportadores afirmam que o movimento não era a primeira opção, mas que a falta de avanço nas conversas com o poder público levou à decisão de interromper as atividades.
O aumento recente no preço do diesel, anunciado com reajuste superior a 10% nas refinarias, agravou o cenário e acelerou a mobilização nacional. Como o combustível representa uma das maiores despesas da atividade, os caminhoneiros defendem que o valor do frete precisa ser reajustado para evitar prejuízos.
Em Imbituba, parte dos profissionais já vinha reduzindo o ritmo de trabalho nos últimos dias, e a expectativa é de que a paralisação afete a movimentação de cargas caso não haja acordo nos próximos dias. A categoria afirma que o objetivo é pressionar por medidas que garantam condições mínimas para continuar operando sem prejuízo.
Por Redação RSC

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