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Fêmea de golfinho grávida é encontrada morta em praia de Garopaba

  • Foto: Reprodução/ Instagram @institutoaustralis.pmp - Fêmea de golfinho grávida é encontrada morta em praia de Garopaba

Exames confirmaram gestação, mas estado do corpo impediu diagnóstico da causa

Um golfinho da espécie boto-de-Lahille foi encontrado morto na tarde do último sábado (7) na Praia da Ferrugem, em Garopaba, no Sul de Santa Catarina. O animal foi localizado durante o monitoramento diário realizado por equipes do Instituto Australis.

De acordo com os técnicos, tratava-se de uma fêmea adulta com aproximadamente 3,11 metros de comprimento. Quando a equipe chegou ao local, o animal já estava sem vida. O Corpo de Bombeiros auxiliou na ocorrência, realizando o isolamento da área até a chegada dos profissionais.

Durante a avaliação inicial, foram identificados sinais como inchaço e prolapso na região genital, indicando que o corpo já se encontrava em estágio avançado de decomposição.

Após o registro científico e a coleta de dados biométricos, a carcaça foi removida da faixa de areia com o apoio da Prefeitura de Garopaba. Em seguida, o corpo foi encaminhado à Unidade de Estabilização de Fauna Marinha da UDESC, onde foi realizada a necrópsia.

Os exames confirmaram que a fêmea estava gestante. No entanto, não foi possível determinar a causa da morte, já que os órgãos internos estavam comprometidos pelas condições de decomposição.

O boto-de-Lahille, também conhecido como boto-da-tainha, é uma espécie que habita a costa atlântica da América do Sul, ocorrendo no sul do Brasil, além de Uruguai e Argentina. Esses animais podem atingir até quatro metros de comprimento e pesar cerca de 400 quilos.

Especialistas alertam que a espécie enfrenta diversas ameaças, como degradação do habitat, colisões com embarcações, interação com redes de pesca e poluição, tanto química quanto sonora.

No litoral catarinense, há registros de comportamento cooperativo entre botos e pescadores artesanais, especialmente em Laguna, onde essa prática tradicional foi reconhecida como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O caso registrado em Garopaba reforça a necessidade de preservação da espécie e de proteção dos ecossistemas marinhos.


Por Redação RSC, com informações do Instituto Australis

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