Professor de Imbituba volta a dizer que admira Hitler em sala de aula e diz que aluno que o gravou é criminoso
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- Foto: Isabela Damazio de Oliveira
Por redação RSC Portal
Homem já é investigado por condutas parecidas, que foram denunciadas por alunos em novembro do ano passado. Nesta quinta-feira,16, os estudantes fizeram uma manifestação pacífica contra as atitudes do indivíduo.
Um professor de história da rede estadual de Santa Catarina, na cidade de Imbituba, foi filmado defendendo o nazismo em sala de aula. Segundo o delegado Juliano Baesso, o homem já é investigado por condutas parecidas, que foram denunciadas por alunos da unidade de ensino. O vídeo repercutiu na web nesta terça-feira (14) e será anexado ao inquérito já existente, informou a Polícia Civil.
"O professor chega a apoiar o que ele [Adolf Hitler] fez?", pergunta um aluno. O professor responde que "sim, claro". Em seguida, após questionar se alguém está filmando, ele diz: "Eu tenho uma admiração por Hitler".
Confira o vídeo:
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (SED), por meio da Coordenadoria Regional de Laguna, informou que começou a tomar "todas as medidas cabíveis" assim que soube da conduta do professor, na terça-feira. Em novembro do ano passado, o mesmo professor foi afastado por 60 dias após elogiar o nazismo em um aplicativo de mensagens. Ele afirmou, nas mensagens, que "Hitler foi melhor que Jesus".
O professor afirma que o aluno cometeu um crime ao gravar ele em sala de aula. "Eu fui hoje (Quarta-feira) ao colégio para conversar com a direção para apontar qual foi o aluno que cometeu o crime [..].O aluno que me gravou é um criminoso”, disse o professor. “O aluno me instigou, e eu de uma forma muito ingênua, acreditei que ele estava me instigando para que pudesse ter uma resposta, um conhecimento”, concluiu ele.
Na manhã desta quinta-feira, 16, alunos da E.E.M Eng Annes Gualberto, realizaram uma manifestação, pacífica, pelo centro da cidade, com cartazes, além de um grito, dizendo “Se estudante se unir, o nazista vai cair. Nazista, fascistas, não passarão”. Eles tiveram, também, auxílio da Polícia Militar de Imbituba. Após a manifestação, os alunos se encaminharam a Rádio 89.3 FM para continuar o protesto e apresentarem seus depoimentos.
“Quando o Estado não interfere, uma revolução começa no povo.”
Três alunas representaram os demais estudantes, Agatha Bigliardi, Barbara Hemora e Isadora Demétrio. “Nós chegamos no consenso de fazer o protesto para demonstrar a nossa revolta. Quando tivemos a ideia, ouvimos que não iria dar em nada ", afirmaram as jovens. “Sabemos que não será nós que vamos demitir o professor, mas sim, o Estado. Quando o Estado não interfere, uma revolução começa no povo” concluíram.
Além disso, os estudantes informaram que o primeiro afastamento do professor, em novembro de 2022, não foi decorrente de seus atos de apologia ao nazismo. E sim, em virtude de ofensas contra um aluno da escola. No entanto, o pai do mesmo tomou a providência de iniciar um processo que desencadeou no afastamento do professor por 60 dias. “Queremos que o Estado se mexa, que faça alguma coisa para tirar ele da sala de aula”, declara uma das representantes.
“Queremos um futuro melhor, e pessoas assim não irão nos trazer. Para estar dentro de uma escola, precisa estar apto.”
Durante a conversa, os alunos demonstraram revolta pelos atos do professor em questão. Contudo, os adolescentes deixaram explícito a vontade de ter um futuro melhor para todos.
De acordo com o delegado à frente do caso, o inquérito que apura a conduta está na fase final e deve ser concluído nos próximos dias.
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