“Uma tragédia anunciada”: aterro no bairro Aguada gera polêmica e preocupa moradores
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- Aterro no bairro Aguada gera polêmica e preocupa moradores - Foto: divulgação
Comunidade denuncia impactos ambientais, risco de alagamentos e falta de transparência sobre empreendimento
A construção de um aterro no bairro Vila Alvorada (Aguada), em Imbituba, tem gerado debates entre moradores da região. A principal preocupação envolve os impactos ambientais e estruturais da obra, que pode comprometer o turismo na Praia do Porto e provocar alagamentos nas áreas próximas.
Segundo a Prefeitura de Imbituba, o alvará foi emitido pela gestão anterior. No entanto, após reclamações da população, uma vistoria realizada em 12 de fevereiro identificou irregularidades e resultou no embargo da terraplanagem. Apesar disso, outras etapas da obra continuam em andamento, e um novo projeto foi protocolado pelos responsáveis, aguardando aprovação.
Moradores denunciam continuidade da obra e risco de desabamentos
Mesmo com o embargo, moradores relatam que a terraplanagem segue ativa. A equipe da reportagem flagrou máquinas operando no local, reforçando as preocupações da comunidade sobre a fiscalização.

Além disso, denúncias apontam que, antes do início das obras, uma queimada destruiu a vegetação nativa, que incluía butiazeiros e espécies como o sapo-martelo e cágados.

Outro problema relatado é a infraestrutura inadequada para escoamento da água. Moradores alertam que a vala construída já não comporta a vazão necessária, e a estrutura do aterro começa a desmoronar antes mesmo da conclusão da obra.
“A adutora de água já está mais de 25 centímetros acima do aterro. Se vier uma chuva forte, o barranco não vai aguentar. A grama colocada não sustenta a estrutura, e a terra pode invadir as casas”, afirma um morador.
Falta de transparência preocupa população
A comunidade também questiona a destinação do empreendimento e os materiais que serão armazenados nos galpões. “Queremos saber o que vai ser colocado ali dentro. Nossa preocupação é com a saúde dos moradores e com o impacto ambiental”, destaca um comerciante local.

A Prefeitura informou que uma reunião com os moradores está prevista para a próxima semana, a fim de esclarecer dúvidas e ouvir as demandas da população.

A reportagem segue acompanhando o caso.
Por redação RSC

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