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Vigilância Sanitária orienta moradores sobre controle do caramujo africano em Imbituba

  • Imagem Reprodução Internet - Vigilância Sanitária orienta moradores sobre controle do caramujo africano em Imbituba

Órgão detalha medidas de recolhimento, alerta para riscos à saúde e informa que equipes já realizam ação de limpeza na beira-mar nesta terça-feira (13)

A Vigilância Sanitária de Imbituba divulgou orientações à população sobre como lidar com a presença do caramujo-africano (Achatina fulica) no município. Considerada uma espécie invasora, o molusco causa impactos ao meio ambiente, à agricultura e à saúde pública. Segundo o órgão, o animal é originário da África e foi introduzido no Brasil de forma irregular há décadas, espalhando-se rapidamente por não possuir predadores naturais no ambiente.

De acordo com o órgão, a rápida proliferação ocorre devido à alta capacidade reprodutiva da espécie. O caramujo-africano é hermafrodita, podendo produzir ovos individualmente, além de colocar centenas deles várias vezes ao ano. A adaptação a ambientes urbanos, como quintais, terrenos baldios e áreas com acúmulo de lixo, restos de alimentos, entulhos e umidade, favorece ainda mais o aumento da população.

Entre as orientações repassadas, o órgão recomenda que o recolhimento dos caramujos seja feito apenas com proteção, utilizando luvas ou sacos plásticos, evitando o contato direto com o animal. Após a coleta, os caramujos devem ser armazenados em recipientes adequados e levados até a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, que funciona como ponto oficial de recolhimento no município.

A Vigilância Sanitária alerta ainda que não é recomendado matar o caramujo diretamente no chão, esmagá-lo ou jogar sal sobre o animal, já que essas práticas não eliminam corretamente a espécie e podem contribuir para a proliferação. Também não se deve descartar os caramujos no lixo comum, em rios, terrenos baldios ou vias públicas.

Em relação às áreas públicas, a Vigilância informou que está organizando equipes para o recolhimento do caramujo-africano em pontos estratégicos da cidade. Nesta terça-feira (13), inclusive, já está sendo realizada uma ação de limpeza na região da beira-mar de Imbituba, com o objetivo de reduzir a infestação e minimizar os impactos causados pela espécie.

O órgão reforça que o controle do caramujo-africano depende da colaboração da população, principalmente com a manutenção da limpeza de quintais e terrenos, evitando o acúmulo de entulhos e materiais que favoreçam a umidade. Em caso de dúvidas, a recomendação é procurar a Vigilância Sanitária ou a Unidade de Saúde mais próxima.

Por Redação RSC

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