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Correntes de retorno são principal risco de afogamentos no litoral de SC

  • Foto: Divulgação CBMSC - Correntes de retorno são principal risco de afogamentos no litoral de SC

Entre dezembro e janeiro, estado registrou 1.463 salvamentos e 42 afogamentos com recuperação

Discretas e altamente perigosas, as correntes de retorno representam o principal risco para banhistas no litoral de Santa Catarina, conforme alerta o Corpo de Bombeiros Militar do Estado (CBMSC). O fenômeno é capaz de arrastar uma pessoa rapidamente para longe da faixa de areia, muitas vezes sem que o perigo seja percebido a tempo.

Dados da Operação Estação Verão apontam que, entre 15 de dezembro e 22 de janeiro, foram registrados 1.463 salvamentos nas praias catarinenses. Até o dia 18 de janeiro, o número de afogamentos com recuperação chegou a 42 ocorrências.


Como surgem as correntes de retorno

As correntes de retorno se formam quando a água que avança sobre a praia encontra um ponto de escoamento concentrado para voltar ao mar. Esse fluxo cria uma espécie de “canal” que puxa o banhista para fora da área rasa em poucos segundos. O maior risco não é ser submerso, mas o cansaço provocado pela tentativa de nadar contra a força da corrente.


Foto: CBMSC


Em praias monitoradas por guarda-vidas, os trechos com maior risco são sinalizados com bandeiras vermelhas, indicando locais impróprios para banho.

A subcomandante do Batalhão de Bombeiros Militar de Florianópolis, major Natália Cauduro da Silva, destaca que a atitude do banhista é determinante em situações de perigo. “Ao perceber que está sendo puxado, o ideal é acenar para pedir ajuda, nadar paralelamente à praia ou flutuar até a chegada do resgate. Tentar vencer a corrente nadando contra ela só aumenta o risco, pois a força da água é maior”, orienta.


Mortes recentes e atenção redobrada

Entre os dias 13 e 19 de janeiro, o relatório mais recente do CBMSC contabilizou duas mortes por afogamento no estado. Ambas ocorreram no mar, em áreas sem cobertura de guarda-vidas, e as vítimas eram homens com idade média de 23 anos.

Embora jovens entre 24 e 25 anos concentrem a maior parte dos casos, as crianças também exigem atenção constante. Mesmo correntes de menor intensidade podem arrastá-las. A recomendação é que permaneçam sempre em áreas rasas e a, no máximo, um braço de distância do responsável.

Como medida preventiva, os bombeiros disponibilizam gratuitamente pulseiras de identificação infantil nos postos de guarda-vidas ao longo do litoral.

Somente na última semana, foram registrados 307 salvamentos e 2.036 ocorrências envolvendo queimaduras por águas-vivas nas praias catarinenses.


Por Redação RSC, com informações do G1

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