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Maus-tratos contra animais chocam Santa Catarina e reforçam importância da denúncia
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Foto: RSC Portal - Maus-tratos contra animais chocam Santa Catarina e reforçam importância da denúncia
Caso em Campos Novos ocorre dias após a morte do cão Orelha, que gerou comoção e mobilização em todo o Estado
A violência contra animais voltou a ganhar destaque em Santa Catarina nas últimas horas, com registros graves tanto no Meio-Oeste quanto no Litoral do Estado. Os casos reacendem o debate sobre a importância da denúncia e da responsabilização dos autores de crimes contra animais.
Na manhã desta quinta-feira (29), por volta das 9h, a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) atendeu uma ocorrência de maus-tratos contra animal e disparo de arma de fogo em via pública, na Comunidade de Linha São Roque, localidade de Pocinhos, no interior de Campos Novos.
A guarnição foi acionada pela Central de Operações da Polícia Militar e, ao chegar ao local, conversou com a moradora, uma mulher de 30 anos, que relatou que seu cachorro de estimação foi morto por um disparo de arma de fogo. Segundo a vítima, o autor do crime seria um homem de 60 anos, que fugiu logo após o fato em uma caminhonete Chevrolet S10.
Diante da situação, a Polícia Militar confeccionou o Boletim de Comunicação de Ocorrência, realizou o levantamento fotográfico e intensificou as rondas nas proximidades na tentativa de localizar o suspeito, porém sem êxito até o momento. A comunicante recebeu as devidas orientações sobre os procedimentos legais.
A PMSC reforça que maus-tratos contra animais configuram crime, conforme a legislação brasileira, e que denúncias podem ser feitas pelo telefone 190 ou pelo aplicativo PMSC Cidadão, garantindo resposta rápida das forças de segurança.
O episódio em Campos Novos ocorre poucos dias após a repercussão do caso do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, que mobilizou a opinião pública em todo o Estado. O animal morreu após ser brutalmente agredido na Praia Brava, uma das áreas mais nobres da capital catarinense.
Segundo a Polícia Civil, quatro adolescentes são apontados como autores das agressões. Dois deles retornaram recentemente ao Brasil após uma viagem aos Estados Unidos, que, de acordo com a investigação, já estava pré-programada. Com apoio da Polícia Federal, os jovens tiveram os celulares apreendidos e foram intimados a prestar depoimento.
Devido ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os nomes e demais informações pessoais dos suspeitos não foram divulgados. O caso é apurado pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE).
Além disso, três adultos, dois pais e um tio dos adolescentes, foram indiciados por suspeita de coagir uma testemunha, um vigilante que teria imagens relevantes para a investigação.
Laudos periciais indicaram que Orelha foi atingido na cabeça com um objeto contundente. O cão chegou a ser socorrido, mas precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. A polícia também investiga uma tentativa de afogamento de outro cão comunitário, chamado Caramelo, na mesma região.
Os dois casos, embora distintos, evidenciam uma realidade preocupante: a violência contra animais ainda é recorrente e, muitas vezes, só é combatida quando a população denuncia.
Maus-tratos incluem agressões físicas, abandono, envenenamento, disparos de arma de fogo, privação de água e alimento, entre outras práticas cruéis. A denúncia é essencial para que as autoridades possam agir, investigar e responsabilizar os envolvidos.
A Polícia Militar orienta que qualquer suspeita ou flagrante de maus-tratos seja comunicada imediatamente pelo 190 ou pelo aplicativo PMSC Cidadão. A conscientização e a ação da comunidade são ferramentas fundamentais para proteger aqueles que não têm voz.
Por Redação RSC

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