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Milei exalta Trump após prisão de Maduro durante assinatura do acordo Mercosul-UE
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Getty Imagens - Milei exalta Trump após prisão de Maduro durante assinatura do acordo Mercosul-UE
Declaração foi feita em Assunção, no Paraguai, no mesmo dia em que líderes do bloco selaram tratado histórico com a União Europeia
A assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, neste sábado (17), em Assunção, foi marcada por um discurso duro e fora do tom protocolar do presidente argentino Javier Milei. Diante de autoridades do bloco e representantes europeus, ele elogiou publicamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela operação que resultou na captura de Nicolás Maduro, líder venezuelano, em Caracas.
Sem rodeios, Milei classificou Maduro como “narcoterrorista” e afirmou que a ação americana representa uma demonstração de força política na região. Segundo ele, a decisão do governo dos Estados Unidos foi determinante para enfrentar o que chamou de colapso institucional na Venezuela.
A operação citada pelo presidente argentino ocorreu na madrugada do dia 3 de janeiro, quando forças norte-americanas capturaram Maduro e a esposa, Cilia Flores, em território venezuelano. O episódio repercutiu fortemente entre os chefes de Estado presentes à cerimônia, que acontecia no centro de convenções da capital paraguaia, sob forte esquema de segurança.
Durante o mesmo discurso, Milei também fez críticas diretas a mecanismos de salvaguarda incluídos no acordo Mercosul-UE. Para ele, a criação de cotas e travas comerciais pode esvaziar o impacto real do tratado, especialmente para países exportadores do bloco sul-americano.
Enquanto Milei discursava em Assunção, a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou atenção nos bastidores. Lula optou por permanecer no Brasil e registrar o momento com uma foto ao lado de Úrsula Von der Leyen e António Costa, líderes da União Europeia, decisão que gerou comentários entre diplomatas que acompanhavam a cerimônia de perto.
Auxiliares brasileiros relataram que, até poucas semanas atrás, a assinatura estava prevista apenas em nível ministerial, o que mudou após convite direto do governo paraguaio aos chefes de Estado. Mesmo assim, Lula avaliou que sua presença não era indispensável naquele momento.
Nos corredores do evento, jornalistas paraguaios comentavam que a fala de Milei foi uma das mais contundentes da manhã, destoando do tom mais técnico adotado por outros líderes. Em Assunção, onde o acordo era tratado como um marco histórico, a declaração sobre Maduro acabou dominando conversas fora do palco principal e virou o assunto mais comentado do dia entre assessores e imprensa local.
Por Redação RSC, com informações CNN

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