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Dólar dispara a R$ 5,16 e petróleo salta quase 7% após ofensiva no Oriente Médio

  • Imagem iStock - Dólar dispara a R$ 5,16 e petróleo salta quase 7% após ofensiva no Oriente Médio

Escalada entre Israel, Estados Unidos e Irã pressiona câmbio; Ibovespa resiste e fecha em leve alta puxado por ações da Petrobras

A reação dos mercados ao agravamento do conflito no Oriente Médio foi imediata. No primeiro pregão após os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã, o dólar chegou a superar R$ 5,20 pela manhã e encerrou esta segunda-feira (2) cotado a R$ 5,166, com alta de 0,62%. O movimento refletiu a busca global por ativos considerados mais seguros diante da instabilidade geopolítica.

Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou com intensidade. Por volta das 11h, atingiu R$ 5,21, mas perdeu força no período da tarde, acompanhando uma recuperação parcial das bolsas em Nova York. Ainda assim, manteve valorização firme frente ao real.

Na contramão do câmbio, o mercado acionário brasileiro conseguiu sustentar desempenho positivo. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou aos 189.307 pontos, com alta de 0,28%, após um dia marcado por volatilidade.

O suporte veio principalmente das ações da Petrobras, impulsionadas pelo avanço expressivo do petróleo no mercado internacional. As ações ordinárias da estatal subiram 4,63%, encerrando a R$ 44,71. Já os papéis preferenciais avançaram 4,58%, fechando a R$ 41,13 — maior patamar desde maio de 2024.

A commodity reagiu com força às tensões no Golfo Pérsico. O barril do tipo Brent, referência global, chegou a subir quase 10% no início da sessão e encerrou o dia com alta de 6,68%, cotado a US$ 77,74 — o valor mais elevado desde janeiro de 2025.

O pano de fundo da turbulência é a ampliação das hostilidades envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Após o fechamento dos mercados, a Guarda Revolucionária iraniana anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa parcela significativa do petróleo mundial, e ameaçou atacar embarcações que tentem cruzar a região.

A eventual interrupção do fluxo de petróleo pelo estreito é vista como fator de risco relevante para a inflação global e para o custo dos combustíveis, com potencial de impacto direto em economias emergentes, como a brasileira.

Com o anúncio do bloqueio feito após o encerramento do pregão, a expectativa é de nova rodada de volatilidade nesta terça-feira (3), à medida que investidores recalibram projeções diante do risco de escalada no conflito e de possíveis reflexos nos preços da energia e no câmbio.

Por Redação RSC, com informações Reuters

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