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Morte de empresária após face lifting acende alerta e mobiliza autoridades em SC
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Foto Gerada Por IA - Morte de empresária após face lifting acende alerta e mobiliza autoridades em SC
Mulher de 70 anos passou por um face lifting e morreu um dia depois; documentos e imagens da clínica foram apreendidos durante a investigação
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga a morte da empresária Geny Maria Angeli Michelin, de 70 anos, ocorrida um dia após ela se submeter a um procedimento estético em uma clínica de Lages, na Serra catarinense.
Conhecida por atuar no setor comercial em Caçador, onde era proprietária de uma loja de calçados, Geny passou por um face lifting, cirurgia estética voltada à redução da flacidez e dos sinais de envelhecimento facial, na última terça-feira (16). Ela morreu na quarta-feira (17), após apresentar complicações cuja causa ainda está sendo apurada pelas autoridades.
Como parte da investigação, a Polícia Civil cumpriu na sexta-feira (19) um mandado de busca e apreensão na clínica onde o procedimento foi realizado. Durante a ação, foram recolhidos documentos relacionados ao atendimento, incluindo registros apresentados pelo dentista responsável e pela anestesista, além das imagens captadas pelas câmeras de monitoramento do estabelecimento.
Segundo a delegada responsável pelo caso, Brícia Carolina Costa e Rosa, a investigação busca esclarecer em que momento ocorreu a intercorrência que levou à morte da empresária e se o mal-estar teve início durante ou após a realização do procedimento.
Além da documentação recolhida na clínica, os investigadores já ouviram familiares da vítima e anexaram ao inquérito o prontuário médico do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, unidade para onde a paciente foi encaminhada. Profissionais que participaram do socorro também deverão prestar depoimento nos próximos dias.
Os materiais apreendidos foram encaminhados para análise da Polícia Científica. Paralelamente, a Polícia Civil solicitou ao Conselho Regional de Medicina (CRM-SC) e ao Conselho Regional de Odontologia (CRO-SC) a fiscalização do estabelecimento e a avaliação da regularidade dos procedimentos realizados.
Em nota, a defesa da clínica afirmou que todos os protocolos de segurança e assistência foram adotados antes, durante e após a cirurgia. Segundo o posicionamento, a equipe teria atuado imediatamente diante da intercorrência registrada, mas não foi possível evitar o desfecho fatal.
Também em nota, o CRM-SC informou que está colaborando com as autoridades e reforçou a importância de que pacientes verifiquem a habilitação e a qualificação dos profissionais antes de se submeterem a procedimentos médicos ou estéticos.
A investigação segue em andamento e deverá apontar se houve alguma irregularidade ou eventual responsabilidade relacionada à morte da empresária.
Por Redação RSC

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