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Operação da PF mira exploração sexual infantil e prende suspeito em SC
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Imagem Reprodução Internet - Operação da PF mira exploração sexual infantil e prende suspeito em SC
Investigação começou após denúncia da mãe da vítima e aponta possível produção e envio de material para o exterior
Uma investigação iniciada a partir da denúncia da mãe de uma criança levou à prisão temporária de um suspeito de produzir e compartilhar material contendo cenas de exploração sexual infantil em Balneário Camboriú. A operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (3) pela Polícia Federal.
Segundo a corporação, a apuração teve início após a responsável pela vítima relatar comportamentos considerados atípicos e episódios ocorridos durante visitas familiares. A partir dessas informações, foram realizadas análises preliminares que indicaram a possibilidade de registro audiovisual dos abusos e eventual disseminação do conteúdo em plataformas digitais.
Com o avanço das diligências, a PF identificou indícios consistentes de prática de crimes relacionados à exploração sexual infantojuvenil no ambiente virtual. De acordo com os investigadores, também foram detectadas movimentações compatíveis com o envio de arquivos a usuários no exterior, o que motivou pedido de cooperação jurídica internacional para preservação de vestígios digitais fora do país.
Na ação desta terça, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, além da prisão temporária de um dos investigados. A Justiça também determinou medida protetiva que restringe o contato entre uma investigada e a vítima. Todas as ordens judiciais foram executadas em Balneário Camboriú.
O material apreendido, incluindo dispositivos eletrônicos, será submetido à perícia técnica para aprofundamento das investigações e identificação de eventuais outras vítimas ou envolvidos.
Os crimes investigados estão previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, que tipifica como ilícitas a produção, armazenamento e compartilhamento de conteúdo de exploração sexual infantil, com penas que podem ultrapassar oito anos de reclusão, além de multa.
A Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento e que outras medidas não estão descartadas, a depender do resultado das análises periciais e da cooperação internacional solicitada.
Por Redação RSC

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