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Aquecimento global faz Jogos de Inverno Milão-Cortina dependerem de 80% de neve artificial
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Foto: Claudia Greco/File/Photo Reuters - Aquecimento global faz Jogos de Inverno Milão-Cortina dependerem de 80% de neve artificial
Produção de neve artificial consome quase 1 bilhão de litros de água na Itália
Os efeitos do aquecimento global já impactam diretamente os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, na Itália. A escassez de neve natural obrigou os organizadores a utilizarem cerca de 80% de neve artificial para viabilizar as competições.
Um levantamento de pesquisadores europeus aponta que a região dos Alpes registrou uma redução de 34% na incidência de neve ao longo dos últimos 100 anos. Diante desse cenário, serão produzidos aproximadamente 2,5 milhões de metros cúbicos de neve artificial, especialmente nas cidades de Bormio e Livigno, onde ocorrerão provas de esqui alpino, freestyle e snowboard.
A produção desse volume exige alto consumo de recursos naturais: cerca de 946 milhões de litros de água, o equivalente a 380 piscinas olímpicas. Cortina d’Ampezzo, que sediou os Jogos de Inverno em 1956 com neve totalmente natural, hoje depende de uma base mínima de 35 centímetros de neve artificial para a realização das provas.
Estudos indicam que, até 2050, menos da metade das montanhas que já receberam provas olímpicas terão condições naturais adequadas, reforçando a crescente dependência de tecnologias de produção de neve.
Atletas e especialistas confirmam que o impacto das mudanças climáticas é cada vez mais visível, afetando não apenas as condições das pistas, mas também os calendários das competições. Provas têm sido canceladas ou adaptadas devido ao derretimento acelerado da neve e do gelo.
O Comitê Olímpico Internacional afirma que acompanha o problema e diz adotar metas de sustentabilidade para reduzir impactos ambientais e garantir a continuidade dos Jogos de Inverno no futuro.
Por Redação RSC

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