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Estradas precárias e sensação de abandono acendem alerta em comunidades de Imaruí

  • Imagem Reprodução - Estradas precárias e sensação de abandono acendem alerta em comunidades de Imaruí

Moradores relatam dificuldades no dia a dia e debate sobre possível mudança territorial ganha força após audiência pública

A rotina de moradores de áreas rurais de Imaruí tem sido impactada por problemas recorrentes nas estradas, cenário que tem gerado reclamações, afetado a mobilidade e ampliado o debate sobre a falta de assistência em comunidades mais afastadas do centro do município.

A situação foi relatada durante entrevista concedida pelo vereador Ricardo Alencar, que apontou ausência de planejamento na manutenção das vias como principal causa do problema. Segundo ele, as intervenções realizadas não têm sido suficientes para garantir condições adequadas de tráfego, já que muitas vezes ocorrem de forma pontual, sem ações complementares como drenagem, aplicação de saibro e melhorias estruturais.

O impacto vai além do deslocamento cotidiano. De acordo com o vereador, a precariedade das estradas atinge diretamente o escoamento da produção rural, compromete o transporte escolar e pode afetar até o potencial turístico da cidade, que reúne características naturais e religiosas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico local.

As dificuldades também estão no centro de um movimento que ganhou força recentemente na comunidade de Rio Prainha, localizada a cerca de 30 quilômetros da sede do município. Moradores participaram de uma audiência pública para discutir a possibilidade de deixar de pertencer a Imaruí e passar a integrar Pescaria Brava, alegando falta de serviços básicos e abandono por parte do poder público.

Durante o encontro, segundo relatos, a principal queixa foi a ausência de manutenção das estradas e a dependência de municípios vizinhos para acesso a serviços como educação e saúde. A situação reforça um sentimento de distanciamento administrativo, comum em regiões mais afastadas geograficamente.

Ainda conforme o vereador, representantes da administração municipal não compareceram à audiência pública, o que dificultou o diálogo direto com a comunidade. A ausência foi interpretada por moradores como falta de interesse em resolver as demandas apresentadas.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Imaruí para obter um posicionamento sobre os temas abordados, mas até o momento da publicação desta matéria não houve retorno.

A discussão sobre a possível reconfiguração territorial segue em aberto e deve avançar conforme a mobilização da comunidade e os encaminhamentos legais necessários. Enquanto isso, a cobrança por melhorias na infraestrutura e maior presença do poder público permanece como uma das principais pautas dos moradores das regiões rurais de Imaruí.

Por Redação RSC

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